*O natal. Credos, mitos e implicâncias político-religiosas.

74* O natal. Credos, mitos e implicâncias político-religiosas.

A festa de natal numa perspectiva geral, ousa-se dizer, é politicamente correcto! Pelo facto de servir para congregar famílias, próximos ou desavindos. Particularidade, positiva e encorajadora, independentemente da data ou festa, ser ou não considerada, como o do nascimento de Jesus Cristo. Ora bem, Cristo resume a trindade, ou seja, três em um?! Longe de quaisquer conflitos religiosos, ao contrário, o natal nos nossos tempos modernos, apenas tem servido para incentivar, a mais uma festa de arromba, pois muitos, em maioria avassaladora, ao invés do ritual de veneração, cultos ecuménicos, retiros espiritual e outros afins. Limitam-se tão-somente, as farturas e os excessos que o evento em si proporciona. Ateus ou protestantes, estas inovações no seio do natal, há muito, que já ganhou outro figurino, porque inclusive, para muitos, ao invés do natal do menino Jesus, já passou a ser chamado de – dia de família. Relegado ao ostracismo, passou a estar, o verdadeiro conceito litúrgico da denominação. E nisto, os antagónicos ou reticentes, devem se apegar a este imbróglio, para pouparem seus impropérios, quando se trata da religião de outrem, pois vivemos num mundo que não é perfeito, onde os humanos também não são perfeitos! Então porque exigir perfeição ao credo de outrem, quando o seu, também não é visto na perfeição? As diferenças e desacordos, haverão sempre de existir no nosso seio, quer queiramos ou não. Portanto, para os que acreditam no pai natal, devem eles, merecer essa exclusiva prerrogativa, como um direito as suas liberdades e opções. E para os que não crêem nele, ou na data natalícia, devem eles, conter seus vómitos discordantes, por uma simples questão – cada um, deve merecer o direito a sua livre escolha e nunca por imposição!

Crónica de: Jonas Nazareth

Apresentação do livro em Beja.

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Na sala multicultural e ao dispor dos residentes em Beja, por onde tivemos a honra de proporcionar momentos agradáveis aos presentes, no dia 18.11.17, numa tertúlia, na qual, a obra AMULETOS E OUTRAS PARANOIAS, foi apresentada.

*A Líbia árabe e os atropelos aos valores humanos e cívico.

73* A Líbia árabe e os atropelos aos valores humanos e cívico.

A África é um continente de direito e valores morais, estes assentes aos princípios gerais que regem as nossas sociedades, pese embora, o norte de África discriminar sobremaneira a África subsaariana, de tal sorte que o conceito de raça, para eles, ainda lhes significa supremacia de uns sobre os outros?! E no caso, a líbia ainda endemoniada pela euforia da primavera árabe, reduzirem o país em escombros, de ódio étnico. E na ressaca se propiciaram com a mais vil das intenções, ao se aproveitarem da vulnerabilidade dos jovens africanos que por alí cruzam, para alcançarem a Europa ocidental, por onde julgam eles, encontrar o “El dorado”?! Reles árabes, escumalha de psicopatas. Vêem os líbios nesta inglória decisão de incautos, oportunidade satânica para transformar jovens ilegais, em escravos, a quem vendem a preço vil, de 200 euros, aos interessados. A união africana, julgamos estar a procurar encontrar medidas dissuasórias, para pôr cobro a esta vergonha, que lesa literalmente os direitos humanos. Na minha opinião, seria oportuna se os países da África subsaariana, cortassem unilateralmente relações com a líbia, expulsar seus embaixadores nos países africanos, por um período prorrogáveis, de dez anos, até este país árabe, organizar-se internamente e dar sinais de melhorias e de arrependimento, na lida com os povos da África subsaariana. Porque, uma batata podre entre as demais, acaba sempre por contaminar sua podridão as outras!

Crónica de: Jonas Nazareth

 

*Circunscrição geográfica, geopolítica e oportunismo.

72* Circunscrição geográfica, geopolítica e oportunismo.

A província de Cabinda é um pedaço de terra, que por razões óbvias, foi desmembrado do resto do território de Angola, pura e simplesmente para permitir que a vizinha república democrática do Congo (RDC), de vir a ser beneficiada de uma singela porção dos líquidos salinos do oceano atlântico, desaguar numa nesga de terra do território congolês de Kinshasa. Por este comprometimento salutar, em reciprocidade ao gesto, uma parcela do sudeste da RDC, como recompensa passou a ser território de Angola. Entre as duas partes mantém-se a lealdade do acordo. No entanto, alguns autóctones da província de Cabinda, em puro compromisso com o oportunismo, pretendem com este histórico desmembramento, reivindicarem a criação de uma nova república?! Pasme-se! Há sempre sobas a pretenderem transformar o ‘sobado’ em monarquia, e assim, usurparem os poderes da república?! Mas estamos atentos a estes exercícios de puro oportunismo, em defesa do conceito de família e nação, historicamente falando! Porém, o direito dos cidadãos e em resposta as limitações que o mar veio impor-lhes, a eles sim, determinadas exigências, fazem todo sentido, a exemplo de um estatuto especial, porque até então, executivo nenhum veio a materializar, a construção de uma ponte que viesse a ligar a província ao resto do país, a semelhança de Lisboa com Setúbal em Portugal. Expedito, o novo executivo sob liderança do PR João Lourenço, anunciou que vai subvencionar os transportes aéreos em 50%, ao mesmo tempo, prometeu para breve, a entrada em funcionamento de transportadoras marítimas para desanuviar ainda mais, as vicissitudes com que passam os nossos conterrâneos do conclave de Angola, por se sentirem algo injustiçados, quando se deslocam da província para outros pontos do país, por inúmeras razões que a eles diz respeito. Precisamos de uma vez por todas, não confundirmos geopolítica com oportunismo, porque o que o povo realmente precisa, é de governantes que pensam por Cabinda, que investem por Cabinda, e desenvolvem Cabinda! E não, um exercício de independência, por mero capricho, a saber que existem aberturas políticas e que permitem a todos interessados, de concorrer para PR de Angola, bastando para isto, formar um partido, a quem o artífice, deve ostentar o nome de PR do seu partido. Assim já num ta bom?!
Crónica de: Jonas Nazareth

 

*A consciência do conceito de liberdade!

71* A consciência do conceito de liberdade!

Filosoficamente diz-se que: – A minha liberdade termina onde começa a do outro! Portanto as sociedades, por sua vez vão se moldando consoante as características melhor aceites pela maioria, um resultado que a chamamos – democracia. Pois bem, em democracia dá-se o privilégio as maiorias, mas este pressuposto ainda é muito mal digerida pelas pequenas elites que foram sendo à revelia, concebidas em África, pois muitas delas, senão todas, saídos das massas (povo), pretenderam também demonstrar ao mundo que a África pode e deve haver elite burguesa, pena não terem feito por ela, ou seja, todas elas foram concebidas com o erário público, e como agravante, furtam-se do compromisso com as leis da fiscalidade, esta que alimenta o PIB. E por mesquinhez, nem sequer investem no próprio solo pátrio, que no mínimo serviria para estimular o desenvolvimento socioeconómico da terra natal?! As mesmas (as tais elites) apegaram-se de tal maneira ao poder e com a específica intenção de lapidação dos recursos do Estado para desaproveita-los em luxúrias mal justificadas, o que em certa medida, condiciona a manutenção do poder ou o propiciar de eleições manipuladas, tornando assim a nação refém aos caprichos de uma minoria. São muitos os países africanos ainda com sérias dificuldades em exercerem um escrutínio público transparente. E como exemplo citamos a, R.D. Congo de Kabila, que deixa-nos entender, que ele não está saber lidar com uma vida de ex-presidente?! Situação esta que prejudica nitidamente toda nação. Daí a questão – será ele um verdadeiro nacionalista? O Zimbabwe não faz excepção, no passado, houve efectivamente da parte do PR Mugabe, políticas latifundiárias algo precipitadas e que culminaram com um embargo inoportuno da união europeia, a consequência tem-se reflectido no povo zimbabueano e vizinhos, a saber que, antes do colapso, o Zimbabwe chegou a ser considerado como o celeiro da África austral?! Na Líbia de Khaddafy, enquanto ele soube escamotear a liberdade com o prover de condições apetecíveis aos seus cidadãos, A Líbia era um país de sonho para muitos africanos, hoje e diga-se em abono da verdade, são escombros e ódio a demarcar-se. O Sudão Sul – um ocaso?! A Somália – Ibidem. É por estas e outros, atiro a minha pergunta ao vento – Que devemos fazer para amarmos a África e torna-la desenvolvida?!

Crónica de: Jonas Nazareth