*estórias com moral de aconselhamento.

76* estórias com moral de aconselhamento.

Havia um jovem literalmente mentiroso, espalhava mentira em tudo que tivesse ouvidos para ouvi-las, de tal maneira que foi gradualmente perdendo credibilidade no seio dos seus conhecidos e não só. Certa vez, ele, decidiu ir visitar familiares na aldeia. Ali, encontrou campo fértil, para mentir, como era sua característica. Na aldeia, as pessoas por hábito, vão ao rio com relativa frequência. Para se banharem, lavar, cartar água ou mesmo pescar. Logo, o mentiroso compulsivo, não encontrou outra brincadeira, senão, a de fingir afogamento no rio, de tal maneira que as pessoas presentes precipitavam-se logo em ir salva-lo. As gargalhadas, ele exclamava! – Seus idiotas, não vêem que e mentira, não estou-me a afogar?! Até que, certo dia, por algum descuido, ele caiu no rio, uma das pernas ficou entalada sobre raízes. Assustado, pós-se a gritar. – Socorro, socorro, socorro. Todos os presentes, por duas vezes haviam sido ludibriados por ele, na mesma situação, logo julgaram tratar-se das suas brincadeiras de mau gosto. Quando ele sem o apoio que clamava, acabou por morrer afogado, os presentes, finalmente e pelo tempo, começaram a entreolhar-se, preocupados. Foram ver e efectivamente, ele já estava morto. Nada mais havia para se fazer.

Moral da história: Quando a mentira começa a incomodar os demais, ela acaba sempre por produzir consequências. Tal como o descrédito, a perda de confiança, falta de apoio. Tudo isto, por mero hábito curável. Querer é poder, se realmente pretendemos mudar de comportamento, é possível. Boas entradas e votos do ano 2018, menos enganoso.

Dito popular adaptado por: Jonas Nazareth

*Os mistérios em torno do satélite AngoSat-1

75* Os mistérios em torno do satélite AngoSat-1

O satélite ‘made in’ Rússia, continua ainda envolto em mistérios, que só mesmo os técnicos encarregados da construção e envio para a lua, melhor podem nos esclarecer. Não é de estranhar que a Rússia, enquanto prestador de um serviço pago, se furta, a dar explicações absorvíveis. Essa iditiotização a que estamos a ser vitimas, é de tal maneira deselegante como ponderável, se visto, numa perspectiva estratégica e de parcerias, num universo globalizado, em que a procura dita-se pela melhor oferta. Respeitante a parceria Ango-Russa no domínio espacial, não se trata de uma arma nuclear, tão pouco, uma troca de serviços de espionatos. Sim, de um engenho útil, tendo em conta, os avanços das tecnologias de comunicação, e que, em muito beneficiaria Angola, no seu processo de desenvolvimento económico e científico. Logo, o porquê da dialéctica do silêncio científico? A saber que, todo esse secretismo, incita as mil especulações? E dizer que, já apareceram mecânicos (angolanos) determinados a concertar o satélite?! E em desespero de causa, os porta-vozes do executivo de Angola, têm se desdobrado em explicações, com intuito de amainar o estado de ânsia dos que, o satélite (funcionável) irá beneficiar. E neste exercício de incertezas, acabamos por ficar, com a vaga ideia (em caso de fracasso ou…), de que a consequência, quanto aos custos do projecto, será jogada a sorte da roleta russa?! Porque afinal, estamos a lidar, com a potência nuclear do materialismo científico. Então, que venha o diabo e escolha?! (que o chifrudo seja surdo).

Crónica de: Jonas Nazareth

*O natal. Credos, mitos e implicâncias político-religiosas.

74* O natal. Credos, mitos e implicâncias político-religiosas.

A festa de natal numa perspectiva geral, ousa-se dizer, é politicamente correcto! Pelo facto de servir para congregar famílias, próximos ou desavindos. Particularidade, positiva e encorajadora, independentemente da data ou festa, ser ou não considerada, como o do nascimento de Jesus Cristo. Ora bem, Cristo resume a trindade, ou seja, três em um?! Longe de quaisquer conflitos religiosos, ao contrário, o natal nos nossos tempos modernos, apenas tem servido para incentivar, a mais uma festa de arromba, pois muitos, em maioria avassaladora, ao invés do ritual de veneração, cultos ecuménicos, retiros espiritual e outros afins. Limitam-se tão-somente, as farturas e os excessos que o evento em si proporciona. Ateus ou protestantes, estas inovações no seio do natal, há muito, que já ganhou outro figurino, porque inclusive, para muitos, ao invés do natal do menino Jesus, já passou a ser chamado de – dia de família. Relegado ao ostracismo, passou a estar, o verdadeiro conceito litúrgico da denominação. E nisto, os antagónicos ou reticentes, devem se apegar a este imbróglio, para pouparem seus impropérios, quando se trata da religião de outrem, pois vivemos num mundo que não é perfeito, onde os humanos também não são perfeitos! Então porque exigir perfeição ao credo de outrem, quando o seu, também não é visto na perfeição? As diferenças e desacordos, haverão sempre de existir no nosso seio, quer queiramos ou não. Portanto, para os que acreditam no pai natal, devem eles, merecer essa exclusiva prerrogativa, como um direito as suas liberdades e opções. E para os que não crêem nele, ou na data natalícia, devem eles, conter seus vómitos discordantes, por uma simples questão – cada um, deve merecer o direito a sua livre escolha e nunca por imposição!

Crónica de: Jonas Nazareth

*A Líbia árabe e os atropelos aos valores humanos e cívico.

73* A Líbia árabe e os atropelos aos valores humanos e cívico.

A África é um continente de direito e valores morais, estes assentes aos princípios gerais que regem as nossas sociedades, pese embora, o norte de África discriminar sobremaneira a África subsaariana, de tal sorte que o conceito de raça, para eles, ainda lhes significa supremacia de uns sobre os outros?! E no caso, a líbia ainda endemoniada pela euforia da primavera árabe, reduzirem o país em escombros, de ódio étnico. E na ressaca se propiciaram com a mais vil das intenções, ao se aproveitarem da vulnerabilidade dos jovens africanos que por alí cruzam, para alcançarem a Europa ocidental, por onde julgam eles, encontrar o “El dorado”?! Reles árabes, escumalha de psicopatas. Vêem os líbios nesta inglória decisão de incautos, oportunidade satânica para transformar jovens ilegais, em escravos, a quem vendem a preço vil, de 200 euros, aos interessados. A união africana, julgamos estar a procurar encontrar medidas dissuasórias, para pôr cobro a esta vergonha, que lesa literalmente os direitos humanos. Na minha opinião, seria oportuna se os países da África subsaariana, cortassem unilateralmente relações com a líbia, expulsar seus embaixadores nos países africanos, por um período prorrogáveis, de dez anos, até este país árabe, organizar-se internamente e dar sinais de melhorias e de arrependimento, na lida com os povos da África subsaariana. Porque, uma batata podre entre as demais, acaba sempre por contaminar sua podridão as outras!

Crónica de: Jonas Nazareth

 

*Circunscrição geográfica, geopolítica e oportunismo.

72* Circunscrição geográfica, geopolítica e oportunismo.

A província de Cabinda é um pedaço de terra, que por razões óbvias, foi desmembrado do resto do território de Angola, pura e simplesmente para permitir que a vizinha república democrática do Congo (RDC), de vir a ser beneficiada de uma singela porção dos líquidos salinos do oceano atlântico, desaguar numa nesga de terra do território congolês de Kinshasa. Por este comprometimento salutar, em reciprocidade ao gesto, uma parcela do sudeste da RDC, como recompensa passou a ser território de Angola. Entre as duas partes mantém-se a lealdade do acordo. No entanto, alguns autóctones da província de Cabinda, em puro compromisso com o oportunismo, pretendem com este histórico desmembramento, reivindicarem a criação de uma nova república?! Pasme-se! Há sempre sobas a pretenderem transformar o ‘sobado’ em monarquia, e assim, usurparem os poderes da república?! Mas estamos atentos a estes exercícios de puro oportunismo, em defesa do conceito de família e nação, historicamente falando! Porém, o direito dos cidadãos e em resposta as limitações que o mar veio impor-lhes, a eles sim, determinadas exigências, fazem todo sentido, a exemplo de um estatuto especial, porque até então, executivo nenhum veio a materializar, a construção de uma ponte que viesse a ligar a província ao resto do país, a semelhança de Lisboa com Setúbal em Portugal. Expedito, o novo executivo sob liderança do PR João Lourenço, anunciou que vai subvencionar os transportes aéreos em 50%, ao mesmo tempo, prometeu para breve, a entrada em funcionamento de transportadoras marítimas para desanuviar ainda mais, as vicissitudes com que passam os nossos conterrâneos do conclave de Angola, por se sentirem algo injustiçados, quando se deslocam da província para outros pontos do país, por inúmeras razões que a eles diz respeito. Precisamos de uma vez por todas, não confundirmos geopolítica com oportunismo, porque o que o povo realmente precisa, é de governantes que pensam por Cabinda, que investem por Cabinda, e desenvolvem Cabinda! E não, um exercício de independência, por mero capricho, a saber que existem aberturas políticas e que permitem a todos interessados, de concorrer para PR de Angola, bastando para isto, formar um partido, a quem o artífice, deve ostentar o nome de PR do seu partido. Assim já num ta bom?!
Crónica de: Jonas Nazareth

 

*A consciência do conceito de liberdade!

71* A consciência do conceito de liberdade!

Filosoficamente diz-se que: – A minha liberdade termina onde começa a do outro! Portanto as sociedades, por sua vez vão se moldando consoante as características melhor aceites pela maioria, um resultado que a chamamos – democracia. Pois bem, em democracia dá-se o privilégio as maiorias, mas este pressuposto ainda é muito mal digerida pelas pequenas elites que foram sendo à revelia, concebidas em África, pois muitas delas, senão todas, saídos das massas (povo), pretenderam também demonstrar ao mundo que a África pode e deve haver elite burguesa, pena não terem feito por ela, ou seja, todas elas foram concebidas com o erário público, e como agravante, furtam-se do compromisso com as leis da fiscalidade, esta que alimenta o PIB. E por mesquinhez, nem sequer investem no próprio solo pátrio, que no mínimo serviria para estimular o desenvolvimento socioeconómico da terra natal?! As mesmas (as tais elites) apegaram-se de tal maneira ao poder e com a específica intenção de lapidação dos recursos do Estado para desaproveita-los em luxúrias mal justificadas, o que em certa medida, condiciona a manutenção do poder ou o propiciar de eleições manipuladas, tornando assim a nação refém aos caprichos de uma minoria. São muitos os países africanos ainda com sérias dificuldades em exercerem um escrutínio público transparente. E como exemplo citamos a, R.D. Congo de Kabila, que deixa-nos entender, que ele não está saber lidar com uma vida de ex-presidente?! Situação esta que prejudica nitidamente toda nação. Daí a questão – será ele um verdadeiro nacionalista? O Zimbabwe não faz excepção, no passado, houve efectivamente da parte do PR Mugabe, políticas latifundiárias algo precipitadas e que culminaram com um embargo inoportuno da união europeia, a consequência tem-se reflectido no povo zimbabueano e vizinhos, a saber que, antes do colapso, o Zimbabwe chegou a ser considerado como o celeiro da África austral?! Na Líbia de Khaddafy, enquanto ele soube escamotear a liberdade com o prover de condições apetecíveis aos seus cidadãos, A Líbia era um país de sonho para muitos africanos, hoje e diga-se em abono da verdade, são escombros e ódio a demarcar-se. O Sudão Sul – um ocaso?! A Somália – Ibidem. É por estas e outros, atiro a minha pergunta ao vento – Que devemos fazer para amarmos a África e torna-la desenvolvida?!

Crónica de: Jonas Nazareth 

*Declaração de bens, o sinal de transparência na governação de Angola.

70* Declaração de bens, o sinal de transparência na governação de Angola.

Dizem os chineses; – “É com o primeiro passo que se vai ao longe!” Angola e a África em geral, ainda demonstram sinais de puro oportunismo e delapidação do erário público em benefício de uma minoria e que recusam serem apelidados de corruptos?! O novo PR de Angola e em claro sinal de mudança, vem dando sinais de pretender efectivamente, corrigir o que está mal e melhorar o que está bem! O sinal de partida foi dado ao elenco governativo, ora empossado, para num período trinta dias, todos eles declararem seus bens, sob pena de serem exonerados por deslealdade para com o povo, o mesmo povo, que uma vez mais e mesmo com o custo de vida do país a nos remeter num vergonhoso segundo lugar, (como o país mais caro do mundo?!). Portanto, e desde já, os nossos economistas, e sem quaisquer distinções de opções partidárias devem e estão convidados a participarem no processo da baixa do custo de vida, de maneira a valorizarmos o nosso kwanza, que dizem em surdina, passou a ser kwanza burro. Sua excelência senhor presidente parece estar determinado em fazer o uso das suas prerrogativas para aproximar-se mais da população e assim criar certa empatia com o povo ao procurar desmembrar-se dos excessos protocolares e de protecção que seu antecessor praticava. E como ainda é muito cedo para entrarmos em avaliações a respeito do nosso novo PR, até porque ele ainda está na fase burocrática de organização das estruturas que passarão a apoiá-lo nessa árdua missão, da nossa parte, merece o benefício da dúvida. No entanto, gostaríamos imenso, vê-lo debater com os líderes da oposição, esgrimir opiniões em debate democrático, para assim podermos almejar uma democracia mais participativa e menos desdenhosa. Termos um PR a falar mais nos órgãos de comunicação social, tomar da palavra para falar sobre o estado da nação, seus projectos e afins para o desenvolvimento sustentável de Angola, e que do nosso lado, enquanto fazedores de opinião, mereceria meticulosa análise das possibilidades exequíveis ou nem tanto?! E resumiríamos o gesto, como sendo sinal de governação mais inclusiva. Ganharíamos todos e honraríamos a nação como um exemplo a seguir pelos demais!

Crónica de: Jonas Nazareth

*Ti Celito e sua simplicidade de invejar!

69* Ti Celito e sua simplicidade de invejar!

Sua excelência Marcelo Rebelo de Sousa, actual Presidente de Portugal a todos vem nos surpreendendo com sua inusitada simplicidade, há ver pelos exemplos de vida em que, vezes sem conta, ele sai do palácio para ir engraxar os sapatos na rua aos olhos de todos e a seguir, uma conversinha daqui, uma selfie dali, um convite dacolá, como nunca vimos antes em Portugal?! Fazer praias, sempre que o tempo lhe concede tal disponibilidade, vemo-los em grandes fimbas (mergulhos) em total descontracção, como um cidadão consciente de seus deveres e obrigações que lhe permitem também desmembrar-se de certo aparato protocolar para exercer seu mandato a sua maneira (by my way). Qual partido afiliado? O homem não quer nada com as acostumadas quezílias partidárias, contrariando alguns presidentes que lhe antecederam no cargo e que no passado foram efetivamente dualistas nos seus critérios, para a satisfação do partido actual no poder (PS) metamorfoseado em gerigonça e com certa criatividade, para fazerem as vacas voarem?! Ti Celito, nunca corroborou com a síndrome da raposa, com hábitos de desdenhar suas incapacidades, mas a passo (Coelho) a passo (Coelho), ele demonstrou ao ex-primeiro ministro (PSD), que voltar novamente a ser primeiro-ministro, só mesmo quando as vacas voarem?! E o Ti Celito, quando pensávamos que sua simplicidade não vingaria em África, pasme-se! O homem voltou a surpreender-nos com a sua simplicidade de fazer inveja, voltou a flutuar em águas angolanas e sem se coibir de aceitar tirar umas selfies com os muitos interessados, também vimo-lo a jogar basquetebol de rua com estudantes!? Ti Celito te amamos, desejamos-te muitos:Hurra,hurra,hurra!
NB: Hurra* (salvas em russo)

Crónica de; Jonas Nazareth