Apresentação do livro em Beja.

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Na sala multicultural e ao dispor dos residentes em Beja, por onde tivemos a honra de proporcionar momentos agradáveis aos presentes, no dia 18.11.17, numa tertúlia, na qual, a obra AMULETOS E OUTRAS PARANOIAS, foi apresentada.

*A Líbia árabe e os atropelos aos valores humanos e cívico.

73* A Líbia árabe e os atropelos aos valores humanos e cívico.

A África é um continente de direito e valores morais, estes assentes aos princípios gerais que regem as nossas sociedades, pese embora, o norte de África discriminar sobremaneira a África subsaariana, de tal sorte que o conceito de raça, para eles, ainda lhes significa supremacia de uns sobre os outros?! E no caso, a líbia ainda endemoniada pela euforia da primavera árabe, reduzirem o país em escombros, de ódio étnico. E na ressaca se propiciaram com a mais vil das intenções, ao se aproveitarem da vulnerabilidade dos jovens africanos que por alí cruzam, para alcançarem a Europa ocidental, por onde julgam eles, encontrar o “El dorado”?! Reles árabes, escumalha de psicopatas. Vêem os líbios nesta inglória decisão de incautos, oportunidade satânica para transformar jovens ilegais, em escravos, a quem vendem a preço vil, de 200 euros, aos interessados. A união africana, julgamos estar a procurar encontrar medidas dissuasórias, para pôr cobro a esta vergonha, que lesa literalmente os direitos humanos. Na minha opinião, seria oportuna se os países da África subsaariana, cortassem unilateralmente relações com a líbia, expulsar seus embaixadores nos países africanos, por um período prorrogáveis, de dez anos, até este país árabe, organizar-se internamente e dar sinais de melhorias e de arrependimento, na lida com os povos da África subsaariana. Porque, uma batata podre entre as demais, acaba sempre por contaminar sua podridão as outras!

Crónica de: Jonas Nazareth

 

*Circunscrição geográfica, geopolítica e oportunismo.

72* Circunscrição geográfica, geopolítica e oportunismo.

A província de Cabinda é um pedaço de terra, que por razões óbvias, foi desmembrado do resto do território de Angola, pura e simplesmente para permitir que a vizinha república democrática do Congo (RDC), de vir a ser beneficiada de uma singela porção dos líquidos salinos do oceano atlântico, desaguar numa nesga de terra do território congolês de Kinshasa. Por este comprometimento salutar, em reciprocidade ao gesto, uma parcela do sudeste da RDC, como recompensa passou a ser território de Angola. Entre as duas partes mantém-se a lealdade do acordo. No entanto, alguns autóctones da província de Cabinda, em puro compromisso com o oportunismo, pretendem com este histórico desmembramento, reivindicarem a criação de uma nova república?! Pasme-se! Há sempre sobas a pretenderem transformar o ‘sobado’ em monarquia, e assim, usurparem os poderes da república?! Mas estamos atentos a estes exercícios de puro oportunismo, em defesa do conceito de família e nação, historicamente falando! Porém, o direito dos cidadãos e em resposta as limitações que o mar veio impor-lhes, a eles sim, determinadas exigências, fazem todo sentido, a exemplo de um estatuto especial, porque até então, executivo nenhum veio a materializar, a construção de uma ponte que viesse a ligar a província ao resto do país, a semelhança de Lisboa com Setúbal em Portugal. Expedito, o novo executivo sob liderança do PR João Lourenço, anunciou que vai subvencionar os transportes aéreos em 50%, ao mesmo tempo, prometeu para breve, a entrada em funcionamento de transportadoras marítimas para desanuviar ainda mais, as vicissitudes com que passam os nossos conterrâneos do conclave de Angola, por se sentirem algo injustiçados, quando se deslocam da província para outros pontos do país, por inúmeras razões que a eles diz respeito. Precisamos de uma vez por todas, não confundirmos geopolítica com oportunismo, porque o que o povo realmente precisa, é de governantes que pensam por Cabinda, que investem por Cabinda, e desenvolvem Cabinda! E não, um exercício de independência, por mero capricho, a saber que existem aberturas políticas e que permitem a todos interessados, de concorrer para PR de Angola, bastando para isto, formar um partido, a quem o artífice, deve ostentar o nome de PR do seu partido. Assim já num ta bom?!
Crónica de: Jonas Nazareth