*Declaração de bens, o sinal de transparência na governação de Angola.

70* Declaração de bens, o sinal de transparência na governação de Angola.

Dizem os chineses; – “É com o primeiro passo que se vai ao longe!” Angola e a África em geral, ainda demonstram sinais de puro oportunismo e delapidação do erário público em benefício de uma minoria e que recusam serem apelidados de corruptos?! O novo PR de Angola e em claro sinal de mudança, vem dando sinais de pretender efectivamente, corrigir o que está mal e melhorar o que está bem! O sinal de partida foi dado ao elenco governativo, ora empossado, para num período trinta dias, todos eles declararem seus bens, sob pena de serem exonerados por deslealdade para com o povo, o mesmo povo, que uma vez mais e mesmo com o custo de vida do país a nos remeter num vergonhoso segundo lugar, (como o país mais caro do mundo?!). Portanto, e desde já, os nossos economistas, e sem quaisquer distinções de opções partidárias devem e estão convidados a participarem no processo da baixa do custo de vida, de maneira a valorizarmos o nosso kwanza, que dizem em surdina, passou a ser kwanza burro. Sua excelência senhor presidente parece estar determinado em fazer o uso das suas prerrogativas para aproximar-se mais da população e assim criar certa empatia com o povo ao procurar desmembrar-se dos excessos protocolares e de protecção que seu antecessor praticava. E como ainda é muito cedo para entrarmos em avaliações a respeito do nosso novo PR, até porque ele ainda está na fase burocrática de organização das estruturas que passarão a apoiá-lo nessa árdua missão, da nossa parte, merece o benefício da dúvida. No entanto, gostaríamos imenso, vê-lo debater com os líderes da oposição, esgrimir opiniões em debate democrático, para assim podermos almejar uma democracia mais participativa e menos desdenhosa. Termos um PR a falar mais nos órgãos de comunicação social, tomar da palavra para falar sobre o estado da nação, seus projectos e afins para o desenvolvimento sustentável de Angola, e que do nosso lado, enquanto fazedores de opinião, mereceria meticulosa análise das possibilidades exequíveis ou nem tanto?! E resumiríamos o gesto, como sendo sinal de governação mais inclusiva. Ganharíamos todos e honraríamos a nação como um exemplo a seguir pelos demais!

Crónica de: Jonas Nazareth