*A propósito da Dra. Júlia Ferreira da CNE ou simplesmente a tia das águas.

66* A propósito da Dra. Júlia Ferreira da CNE ou simplesmente a tia das águas.

A excelentíssima doutora (a tal das águas), no seu exercício de porta-voz da comissão nacional eleitoral, a ela coube anunciar os resultados colhidos das diversas assembleias de voto espalhadas pelo nosso território nacional, e fê-la de forma provisória e a medida que lhe fossem entregues outros resultados. É claro que a água apenas serviu para borrifar a garganta da tia porque ela bem precisava, sobretudo em momento de ansiedade estampada no rosto dos angolanos, onde e sempre, os menos votados procuram contradizer os números, sejam eles verdadeiros ou falsos. Em democracia, partido algum faz festinhas ao que segue na frente e por razões óbvias, e nesta discórdia (?!), eis que a tia das águas, a quem apenas coube a espinhosa missão de anunciar aos telespectadores, não escapou aos mais atentos, as goladas de água que ela foi consumindo do copo. A tia exagerou nas doses de água mineral e mesmo sem sabermos quantas caixas ela terá esvaziado (um autêntico desperdício aos fundos do orçamento geral do estado), mas foi melhor ela ter exagerado na bebedeira de água e não com os resultados, por acreditar que ela tão-somente leu o que foi-lhe entregue, portanto, quem achar que os números não correspondem com a realidade da votação, que deixem a doutora em paz, e por direito constitucional, vão a CNE confrontar o que de errado está. Tão simples quanto isto! Sabemos que todos atores políticos querem ser governo, até porque uns já não vêm a hora para colocar as mãos no volante do lexus a ser atribuído a cada deputado que foi eleito para a próxima legislatura, ao menos que a trapalhada venha a descambar em repetição das eleições e para os que já são (deputados), deixarem de o ser (…e adeus ao lexus), porque a tia sempre beberá da sua água!

Crónica de; Jonas Nazareth