*O indígena, o latifundiário, a desflorestação e o estado e seu conceito de camaleão.

64* O indígena, o latifundiário, a desflorestação e o estado e seu conceito de camaleão.

As populações indígenas em toda a parte do mundo vivem em situação de vulnerabilidade sociocultural, os respectivos governos, uns piores que os outros, infelizmente têm lhes ignorado a sua própria sorte. Há casos em que são literalmente massacrados e expropriadas as terras por onde vivem, seguindo-se em alguns casos, uma autêntica desflorestação, colocando em risco o ambiente e a natureza. Ao que sabemos, os indígenas vivem em função do que a natureza lhes providencia. Deveria haver mais políticas de apoio e de protecção por parte dos respectivos governos enquanto estado, para acudirem no que fosse possível estas franjas de população, caso nos orçamentos geral do estado não esteja cabimentado valores em apoio aos indígenas. A injustiça por vezes é manifestada no seio dos respectivos governos pelo assédio de propostas milionárias da parte dos latifundiários, que os desnorteia ao ponto de comportam-se como verdadeiros camaleões, para agirem de forma conivente aos excessos dos latifundiários, estes decididos em expropriar por via da força, ainda que o recurso seja a do massacre, para as terras serem transformadas em fazendas. E embaraçados com a opinião pública, os governos em puro exercício de astúcia, fazem mossa ao conceito de camaleão, ao permitirem-se fazer o uso do poder político e judicial para dissimular uma solução do conflito, que na verdade, não passa de um exercício de injustiça e discriminação contra os indígenas. Definitivamente, devemos proteger as minorias como sendo também parte das nossas circunscrições geográfica, e se agem ou se comportam como selvagens, não pode ser o motivo para massacrá-los, sim apoiá-los, mas sempre confinado aos costumes deles. Escusado será pensar-se em um extermínio massivo, para depois com os poucos que sobreviverem da chacina, coloca-los em zonas reservadas como se de uma espécie em extinção se tratasse?

Crónica de: Jonas Nazareth