*A propósito dos incêndios em Portugal.

63* A propósito dos incêndios em Portugal.

É triste e doloroso ver pessoas morrerem vítimas de incêndios florestais, e mais temerosos ficamos ao saber que este espectro obituário acontece quase ritualmente todos os anos da época do verão, período este, de sol intenso e de temperaturas a atingirem acima do 40º centígrado. Com isso, as florestas ficam de tal sorte expostas a combustão, susceptíveis mesmo de incendiarem, tal a facilidade com que o capim pode deflagrar ao simples contacto com uma nesga de lume. Há casos, em que o fogo atinge proporções aterradoras e de descontrolo dos bombeiros e afins. E dizer que, mais de noventa porcentos destes incêndios são de intervenção humana e não da meteorologia?! Tudo porque, parte dos casos, as deflagrações são originadas por beatas de cigarros ou palitos de fósforos acendidos intencionalmente, em que ateador de fogo, é movido por um sentimento de frustração ao sentir-se impotente para solucionar seus próprios desafios, acabando por se refugiar numa espécie de suicídio colectivo? E que culpas teriam as inocentes vítimas das intenções desses maquiavélicos ou frustrados da vida? Que sentimento mais demoníaco! Porém, há também casos de manifesta negligência, mas, e se for efectivamente negligência, o porquê do erro recorrente? E porque não o negligente evoluir para a prudência? Terão eles consciência que as queimadas são copiosamente repetidas em todos os verão, sendo uns mais mortíferos que outros? E porque todo o cuidado é pouco, devemos em sinal de prudência e em respeito a vida humana, observar especial cuidado na lida com o fogo, sobretudo no verão. Com isto, ao acendermos cigarros ou outras bodegas deflagrantes, no mínimo extinguir por completo a ínfima nesga de fogo, se banharmos o palito ou a beata de cigarro aceso em água, logo depois de utilizado (ainda que seja cuspe), caso não queiramos ver mortes horrendas dentre os nossos próximos, tão-pouco perdas aberrantes de bens materiais arduamente adquiridos. Para um Portugal unido e solidário!

Crónica de: Jonas Nazareth