*O poder do boato!

62* O poder do boato!
 
Não é educado dizer coisas que não correspondem com a verdade, sobretudo, quando serve para provocar uma impressão errada de outrem. A lógica da moral e convivência sadia condena veementemente o uso da coscuvilhice, a saber que este pressuposto apenas dissemina a intriga. Eis a sintetização de um adágio popular que enfatiza: – O intriguista é como carvão, quando não queima, suja! Tudo dito, mas no entanto, e apesar do apelo a sinceridade, muitos são os que propagam mentiras a respeito de outrem, e em muitos casos, estes levam o rótulo de; inveja, ódio, má-fé, ou ainda, puro maquiavelismo em ver sua vítima na pior das intenções imaginadas porque a destreza ou êxito do outro incomoda-lhe. Uma pessoa séria, encontra mil razões para não lambuzar-se em polémicas de boato, e os que fazem, acredito que, são os que se regalam com a controvérsia porque lidam brilhantemente com o pejorativo, pouco importa se a consequência visa eventualmente destruir o pedestal de alguém. Senão, como se explica, alguém engendrar maliciosamente inverdades contra um inocente que mal sabe a proveniência da desinformação a seu respeito?! Porém, o carácter de muitos é de tal sorte demoníaco e de manifesta maldade, que vê no boato um recurso a concorrência que se previa limpa, deturpando-a literalmente pelo poder do boato, como opção derradeira para escamotear incapacidades revelada pela própria consciência. Mas ninguém nasceu sábio e o conhecimento adquire-se, a diferença reside apenas na vontade e disposição de cada um, para com o seu foco. Um boato é sempre um boato, por vezes usada por menos destros com o fito de em manipular para confundir todos.
 
Crónica de:  Jonas Nazareth