*Excessos e desconcertos de promover a corrupção.

59* Excessos e desconcertos de promover a corrupção.

Em Angola, a administração pública ficou irremediavelmente viciada aos mecanismos de corrupção, que mal sabemos quando este mal comum há-de ser combatido por todos para uma Angola melhor. Não se vai a lado algum resolver o quer que queiramos, sem que os predadores inviabilizem as formalidades de que pretendemos, para em contrapartida nos relegarem a lei da corrupção. A viação e trânsito, um sector adstrito ao ministério do interior, e que por sinal, deveria pautar por um exemplo a seguir por todos, ao invés disto, seus superiores hierárquicos, como paliativos, só sabem nos suavizar com discursos promissores, mas na prática, a extorsão contra o cidadão no volante, tornou-se uma praxe, subornar para se livrar das armadilhas do agente uniformizado ‘aformigados’ (espalhados) em todas as esquinas para mandarem parar viaturas, e do condutor exigirem, toda documentação e acessórios possíveis para uma viatura, em claro sinal, que a conversa ou ameaças só termina, quando a vítima pagar a dita ‘gasosa’, num puro exercício de promoção a corrupção. Péssimo para o nosso quotidiano e consequentemente, para o futuro das gerações vindouras. A minha experiência traz-me a lucidez, de outros países, mais organizados, claro, na solução desses embaraços. Portanto, caso queiramos realmente que as viaturas em Angola estejam rigorosamente equipadas com os acessórios e seus afins, deve-se no ato da emissão ou renovação da licença, ser exigida como condição, a aquisição dos propalados acessórios (extintor, macaco, pneu de socorro, caixa dos primeiros socorros, triângulo de sinalização e ainda o seguros contra embates ligeiros na viatura), devendo estes materiais estarem disponíveis em pequenas lojas no interior dos serviços de viação e trânsito, habilitada a renovar documentos, de maneira que o cliente, possa adquiri-los nos mesmo espaço, sem precisar adiar sua renovação da licença. E assim, evita-se intercessões de viaturas na via desnecessariamente, para a tal finalidade que todos já sabemos!

Crónica de: Jonas Nazareth