*Cigarro arco-íris, entre a vaidade e a saúde.

60* Cigarro arco-íris, entre a vaidade e a saúde.

É de todos sabidos que o cigarro é um produto altamente prejudicial a saúde, a OMS tem usado das suas competências para introduzir medidas legislativas e que permitem uma serie de publicidades horripilantes para dissuadir os consumidores e pretendentes de continuarem a fumar. Mas um vício, não é algo que se elimina com meras advertências, e apesar das restrições impostas aos fumadores em determinados lugares públicos quando misturados com não fumantes, tal o caso das viagens aéreas, que passou a ser uma realidade a proibição de fumar no interior do aparelho. As consequências do cigarro, dentre mil razões para não fumar, destacamos o cancro, doenças cardiovasculares e respiratórias, sendo que estas em muitos casos se traduzem em óbito. Ainda assim, algumas estatísticas dos fumadores, revelam certa teimosia ou determinação, apesar de toda advertência do mal que o cigarro tem causado as pessoas, incluído a disfunção do músculo do homem, que silenciosamente vai deixando de responder aos apetites do homem, e não há nada mais constrangedor, que um apagão na hora do encaixe entre o côncavo e o convexo, porque sem o músculo firme não há encaixe. E dizer que, em cada quatro homens, um fuma, e em cada vinte mulheres, uma fuma. A saber que a poderosa indústria do cigarro por ser bastante rentável, seus investidores jamais cederão a um negócio milionário, mesmo se em causa estarão muitas vidas humanas. A última invenção injectada no mercado mundial é o novo cigarro a quem denominaram de arco-íris, pela diversidade de cores que a fumo deste cigarro emite. E como sempre, os seguidores desnorteados e sempre alheios as consequências do efeito do fumo nos pulmões, por uma ilusão de fumo colorido, certamente que engrossarão o número de fumadores e que se dane a saúde!

Crónica de: Jonas Nazareth

*Excessos e desconcertos de promover a corrupção.

59* Excessos e desconcertos de promover a corrupção.

Em Angola, a administração pública ficou irremediavelmente viciada aos mecanismos de corrupção, que mal sabemos quando este mal comum há-de ser combatido por todos para uma Angola melhor. Não se vai a lado algum resolver o quer que queiramos, sem que os predadores inviabilizem as formalidades de que pretendemos, para em contrapartida nos relegarem a lei da corrupção. A viação e trânsito, um sector adstrito ao ministério do interior, e que por sinal, deveria pautar por um exemplo a seguir por todos, ao invés disto, seus superiores hierárquicos, como paliativos, só sabem nos suavizar com discursos promissores, mas na prática, a extorsão contra o cidadão no volante, tornou-se uma praxe, subornar para se livrar das armadilhas do agente uniformizado ‘aformigados’ (espalhados) em todas as esquinas para mandarem parar viaturas, e do condutor exigirem, toda documentação e acessórios possíveis para uma viatura, em claro sinal, que a conversa ou ameaças só termina, quando a vítima pagar a dita ‘gasosa’, num puro exercício de promoção a corrupção. Péssimo para o nosso quotidiano e consequentemente, para o futuro das gerações vindouras. A minha experiência traz-me a lucidez, de outros países, mais organizados, claro, na solução desses embaraços. Portanto, caso queiramos realmente que as viaturas em Angola estejam rigorosamente equipadas com os acessórios e seus afins, deve-se no ato da emissão ou renovação da licença, ser exigida como condição, a aquisição dos propalados acessórios (extintor, macaco, pneu de socorro, caixa dos primeiros socorros, triângulo de sinalização e ainda o seguros contra embates ligeiros na viatura), devendo estes materiais estarem disponíveis em pequenas lojas no interior dos serviços de viação e trânsito, habilitada a renovar documentos, de maneira que o cliente, possa adquiri-los nos mesmo espaço, sem precisar adiar sua renovação da licença. E assim, evita-se intercessões de viaturas na via desnecessariamente, para a tal finalidade que todos já sabemos!

Crónica de: Jonas Nazareth

*A sonangol e os melindres da nomeação do PCA.

58* A sonangol e os melindres da nomeação do PCA.

Da sonangol há muito que se lhe diga, e do muito, quase tudo em desfavor, há saber que a sonangol, enquanto empresa, gere os petróleos de Angola, e o petróleo durante longos anos, foi a fonte ilusória de que tudo em Angola era ouro sobre azul. Mas, baixa significativa do crude no mercado veio a originar uma crise sem precedentes no país, mas que na verdade, o angolano da classe média-baixa e baixa simplesmente, sempre viveram uma crise nunca antes declarada, há saber, o encarecimento do país que o tornou na cidade mais cara do mundo. No entanto, também devemos referenciar os feitos positivos a quem merece, quando os resultados ficam a vista de todos, não importa as suspeições ou polémicas que se gerou em torno da nomeação da nova PCA da sonangol enquanto filha do PR da república, por se esbarrar ao nepotismo, claro. Uma característica muito apreciada e praticada em África e Angola não faz excepção. E diga-se de passagem que a PCA, depois das arrojadas venda ambulante de ovos  e que provavelmente catapultou-a para outros negócios que por fim vieram a gerar as riquezas acumuladas. E veio provar isto, pela transparência a que se dignou mostrar-nos, ao apresentar o relatório da administração em conferência de empresa, e por onde ressalta o saldo positivo da empresa no exercício económico de 2016, depois das insidiosas quebras de receitas entre 2013 à 2016. Sinal de que o governo não tem sido suficientemente exigente para com determinadas empresas estatais?! Com estas estimativas, não nos resta, senão apoiá-la e suplicar as demais empresas, para a mudança de mentalidade. Minha compatriota, muito lhe agradeço pela coragem e empenho. Vamos trabalhar para o bem da nação!

Crónica de; Jonas Nazareth