* Cooperação judiciária, entre o respeito e a banalização.

55* Cooperação judiciária, entre o respeito e a banalização.

Os estados procuram estabelecer acordos de cooperação entre eles, para verem reforçadas os laços de amizade e interesses mútuos. Pormenor irrelevante, o tempo de democracia de uns e outros, porque os menos concisos nestas matérias, sempre acabam por beber das experiências dos melhores consolidados, e os acordos ou cooperações são para serem respeitados. Foice em seara alheia, estamos todos entendidos, que é sinal de desrespeito ao vizinho, e se somos gatunos ou aldrabões, estes são comportamentos internos que por nós mesmos estamos superar, não vai o vizinho nos ensinar como fazer filhos gémeos?! Disto sabemos todos, mesmo com a luz apagada! E Portugal, tem de uma vez por todas, compreender que os angolanos conhecem perfeitamente seus defeitos e fraquezas, tão bem, quanto a vontade de erguermos elites ricas na nossa sociedade. As assimetrias, não são uma excepção só em Angola. E ao nosso jeito, estamos engajados em reduzi-las (by our way). Esta de ridicularizar um cidadão angolano que ocupa o segundo posto mais importante do poder político angolano, extrapola a passividade do mais ignorante dentre nós. E vale lembrar, que mal falamos o português?! Por estas lábias, o Brasil fez das suas (acordo ortográfico). No entanto, nem somos rancorosos, porque a característica do angolano, é de saber dirimir seus diferendos sempre da maneira mais pacífica, tal igual, a brancura da pomba da paz!? Logo, não abusem dela! Com os meus devidos respeitos, sugiro que, suas Excias afectas ao contencioso, antes releiam os acordos de cooperação judicial quantas vezes for possível, para encontrarem mil maneiras de pedirem desculpas as instituições angolanas lesadas por este imbróglio. Porque o processo ‘fizz’ a entrar para a fase de instrução, é irremediavelmente um falhanço e peras! Sobretudo, no quadro do princípio da reciprocidade defendida pelo direito internacional. E mais não digo!

Crónica de; Jonas Nazareth