*O emérito do demérito.

57* O emérito do demérito.

Como bom cidadão que somos, respeitamos nossos superiores e defendemo-los sempre que a situação assim o exigir, mas não quer dizer necessariamente, que temos que faze-lo mesmo quando erram. Convém lembrar, que o significado da palavra emérito, dentre os sinónimos que destrinça este adjetivo, há ainda os seguintes: – Emérito = o que tem prestado longos e bons serviços. Aqui começa a contradição, se avaliarmos os trinta e sete anos de sua Excia em função no cargo de presidente (para se justificar, o título de emérito a significar – prestado longos e bons serviços), a liça, dados estatísticos e transparentes, que colocam Luanda como a cidade mais cara do mundo, e não falta de angolanos economistas, pois a nossa praça anda abarrotada deles (pudera, nunca foram tidos), e se juntarmos os expatriados a troco de somas milionárias, diga-se, que alguém foi excessivamente teimoso para deixar o país abarcar nesta penosa situação. Há saber que, em consequência, Angola é presentemente o segundo país mais caro do mundo, e também, dentre um leque de cento e vinte e oito países, Angola é o quarto pior país do mundo em qualidade de vida, segundo o (IPS) índice de progresso social. Portanto, nunca é tarde para se arrepender, ao menos que a teimosia seja um atributo de quem nos referimos, pois, e segundo a nossa constituição, os direitos para um ex-presidente estão plasmados nela, há exemplo de outros países do mundo, a exceção obviamente, do perdão fiscal que implica necessariamente, a declaração dos bens adquiridos e em que moldes. Portanto, quem não deve, não teve!

Crónica de; Jonas Nazareth

 

*Banha de cobra, o eloquente apelo ao dízimo!

56* Banha de cobra, o eloquente apelo ao dízimo!

A religião sendo um princípio de culto espiritual, suscita aos seus fiéis e afins, decisões de fidelidade para com o supremo (Deus), tal o número de aderentes que suscita aos finórios, ou melhor, aos lobos encarneirados, oportunidade soberana para seu desfrute e afins pessoais, fazendo recursos a verborreias manipuladas dos textos bíblicos (utilizando o nome do senhor em vão), de tal sorte, a comover os ainda desconfiados, levando-lhes a reagir com gestos caridosos, aos solicitados dízimos. Mas que usurpação beatificada!? Porém, estes valores acabam por se esfumar em destinos inconfessos, e que se danem os versículos amaldiçoantes?! (mas que coragem senhores!) Quanta maquinação! E mesmo conscientes, que muitos dos fiéis apenas lá se recolhem na desesperada tentativa de se comunicar com Deus. No mínimo, haver sensibilidade de em alguns casos, servirem-se das arrecadações para apoiarem situações irremediáveis, por vezes apresentadas pelos seus próprios fiéis, tal como doenças, calamidades ou mesmo, mendicidade. Ao contrário, pessoas fora daquele campo de credo, fazem-no e sem se importarem com as opções religiosas, política ou cultural do pedinte. Enquanto os propalados dízimos, ao invés de servirem para causas filantrópicas, contraproducentemente, vai servindo para engordar as riquezas acumuladas dos assumidos intermediadores do criador?! Raros são os casos, de pastores sérios (uma gota no oceano), e por entre todo esse mal, as evidências vêm do gráfico da revista forbes sobre as riquezas acumuladas de alguns pastores no Brasil, pena que em África as contas andam de tal sorte desorganizadas, diga-se, dissimuladas, que escapa a lupa dos investigadores imparciais, mas que muitos pastores em África esfaqueiam os rendimentos dos fiéis, obviamente que sim, e fazem-no com esmero assustador.

Crónica de; Jonas Nazareth

NB: – Pesquisa da revista forbes:

*Edir Macedo (Igreja Universal do Reino de Deus) 950 milhões de dólares americanos

*Valdemiro Santiago (Igreja Mundial do Poder de Deus) 220 milhões de dólares americanos

*Silas Malafaia (Igreja Assembléia de Deus) 150 milhões de dólares americanos

*R. Soares (Igreja internacional da Graça de Deus) 125 milhões de dólares americanos

*Estevam e Sonia Hernandes (Igreja Renascer em Cristo) 65 milhões de dólares americanos

* Cooperação judiciária, entre o respeito e a banalização.

55* Cooperação judiciária, entre o respeito e a banalização.

Os estados procuram estabelecer acordos de cooperação entre eles, para verem reforçadas os laços de amizade e interesses mútuos. Pormenor irrelevante, o tempo de democracia de uns e outros, porque os menos concisos nestas matérias, sempre acabam por beber das experiências dos melhores consolidados, e os acordos ou cooperações são para serem respeitados. Foice em seara alheia, estamos todos entendidos, que é sinal de desrespeito ao vizinho, e se somos gatunos ou aldrabões, estes são comportamentos internos que por nós mesmos estamos superar, não vai o vizinho nos ensinar como fazer filhos gémeos?! Disto sabemos todos, mesmo com a luz apagada! E Portugal, tem de uma vez por todas, compreender que os angolanos conhecem perfeitamente seus defeitos e fraquezas, tão bem, quanto a vontade de erguermos elites ricas na nossa sociedade. As assimetrias, não são uma excepção só em Angola. E ao nosso jeito, estamos engajados em reduzi-las (by our way). Esta de ridicularizar um cidadão angolano que ocupa o segundo posto mais importante do poder político angolano, extrapola a passividade do mais ignorante dentre nós. E vale lembrar, que mal falamos o português?! Por estas lábias, o Brasil fez das suas (acordo ortográfico). No entanto, nem somos rancorosos, porque a característica do angolano, é de saber dirimir seus diferendos sempre da maneira mais pacífica, tal igual, a brancura da pomba da paz!? Logo, não abusem dela! Com os meus devidos respeitos, sugiro que, suas Excias afectas ao contencioso, antes releiam os acordos de cooperação judicial quantas vezes for possível, para encontrarem mil maneiras de pedirem desculpas as instituições angolanas lesadas por este imbróglio. Porque o processo ‘fizz’ a entrar para a fase de instrução, é irremediavelmente um falhanço e peras! Sobretudo, no quadro do princípio da reciprocidade defendida pelo direito internacional. E mais não digo!

Crónica de; Jonas Nazareth