Despertai oh Africa!

 

Despertai oh Africa!

Na vontade dos teus filhos em soerguê-la dos escombros de dor

Da dor gemida no grito de miséria

Miséria? Não serás tu rica?

Acaso não abunda em tuas entranhas cobiçados recursos

A quem te disputam despudoradamente

Despertai oh africa!

Pela vontade dos teus filhos em torná-la respeitável

E as guerras? Não estaremos nós mesmos a martirizar-te?

Preferindo uns, morrer no silêncio do mar mediterrâneo

Acaso não terá a cobardia se apoderado deles?

E que julgam eles ganhar distante do verde da natureza

E que julgam eles ganhar distantes dos nossos rios abundantes em alimentos

Despertai oh africa!

Na consciência dos teus próprios filhos

Na determinante vontade em construir um futuro

Um futuro estimulado pela convivência na diferença

Sem mágoas nem rancores

Despertai oh Africa!

Do teu sono embriagado pela dor

Da dor incompreensível pela ganância de uns sobre os outros

E os outros acobardados pelo medo

E fogem algures

Algures e sem quaisquer temores do incerto

Vindes reconstruir a tua própria africa

com a imaginação do prazer que sentes lá fora.

Por: Jonas Nazareth