*Luxo na miséria!

54* Luxo na miséria!

Um relógio vale o que vale! Digo, vale pela utilidade em nos facultar as horas, e se comparado com uma viatura lexus, estaríamos diante de uma incongruência, se vistos, pela realidade de Angola. Estes gestos supérfluos, como foi o da aquisição de um relógio em leilão, por um jovem que não trabalha e que é filho de uma individualidade que desempenha um cargo de relevância pública, mas que não titulado como sendo um empresário de negócios que  produzem lucros reconhecidos pelo mundo, tal o caso do actual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Logo, é para se dizer que, tal acto, não passa de uma utopia, ao pretender mostrar luxo na miséria. Não menos mal, foi a decisão da assembleia nacional de Angola, em optar por comprar viaturas caríssimas (lexus) para os deputados que forem eleitos na nova legislatura 2017-2021. Não seria escândalo nenhum presenteá-los com carros novos mais de valor econômico, em exemplo a contenção dos gastos do erário público e em consonância a verdade social dos angolanos, elas tão aberrantes, em todos os sentidos e vertentes. E o relógio, ao invés do esbanje, melhor seria, gastar o valor pago por ele, em ações caridosas, e assim, se tentar  minimizar as mortes que ocorrem todos os dias nos nossos hospitais, justamente devido a crise que grassa Angola e a África em geral. Caso assim, o jovem viesse proceder, demonstraria ele, algum sentimento de patriotismo e solidariedade as classes desfavorecidas. Porque essa de se meter a rico, sem justificar a proveniência dos dinheiros, envergonha a todos nós.

Crónica de; Jonas Nazareth

* Querida mãe!

53* Querida mãe!

A todas as mães do mundo inteiro, exceto as dissolutas, porque praticam o aborto e outras mesmo, deitam filhos no lixo. A todas as mães particularizadas que se apiedam das suas progenituras, e trabalham abnegadamente para colocarem o pão à mesa, sacrificadamente fazem-na, mesmo sendo elas, muitas vezes incompreendidas, pelos tais, que aspiram uma cidade mais turística?! Mas sem no entanto, estudarem o caso com maior profundidade. Sobretudo, se ao expulsarem as vendedoras ambulantes, em contrapartida, disponibilizassem um subsídio de desemprego em compensação. Querida mãe, a todas as mães do mundo inteiro à exceção das devassas, a quem o crivo se demarca das ações destas, na renúncia ao amor materno. A repulsa também recai, aos filhos ingratos que colocam suas mães em lares de acolhimento, sobretudo, quando embevecidos pelas ilusões da vida, desagregam suas mães do lar familiar, como se de um empecilho se tratasse nas suas vidas concupiscente. E para os reconhecidos, vindos de uma mãe, e que bradam a sete ventos que a mãe é sempre querida! Parafraseio o cantor 2Pac no seu sucesso – dear mama! “…e por tudo que fizestes querida mãe, apreciei…” outrossim, o célebre grupo de rock – Queens, na música – Rapsodia Bohemia! “… Mãe, eu não quero morrer, mas as vezes penso que nunca deveria ter nascido…” E mais não digo, aos desabafos de filhos, quando em dificuldades para se afirmarem neste mundo tão perverso quanto oportunista. Apesar de tudo, exaltamos as mães particularizadas, porque todos os dias, são dias da mãe, todos os dias do ano contabilizados com e sem o ano bissexto, são-no inequivocamente especiais para todas as mães, as particularizadas, obviamente, por não haver filho sem mãe!

Crónica de; Jonas Nazareth

Réveille-toi ô Afrique!

Réveille-toi ô Afrique!

Dans la volonté de tes enfants de te soulever

sur les décombres de la douleur

De la douleur gémit aux cris de la misère

Misère? N`est tu riche?

Donc, n`auras-tu sur tes entrailles plein des ressources convoité

Assez disputé impudemment

Réveille-toi ô Afrique!

Dans la volonté de tes enfants pour te faire devenir plus respectable

Et les conflits internes? Nous serons-nous mêmes qui te martyrisent?

Et quelques-uns parmi nous préférèrent la morte

dans le silence de la mer méditerranée,

Donc, ne seront pas ils dominé par la lâcheté?

Qui pensent-ils gagner loin du vert de la nature africaine

Qui pensent-ils gagner loin de nos rivières plein des nourritures

Réveille-toi ô Afrique!

Dans les consciences de tes enfants

Dans la déterminante volonté pour construire l`avenir

L`avenir stimulé par la coexistence dans la différence

Sans détresse, sans rancune

Réveille-toi ô Afrique!

De ton sommeil ivre de ta douleur

Douleur incompréhensible d`une avidité d`uns sur les outres

Et les outres intimidés par la peur

S`enfuient ailleurs

Sans crainte de l`incertitude

Sait-vous plait, venez reconstruire ton propre champ

Le champ Africaine, avec l`imagination du plaisir

qui vous sentez en dehors.

Par: Jonas Nazareth

Despertai oh Africa!

 

Despertai oh Africa!

Na vontade dos teus filhos em soerguê-la dos escombros de dor

Da dor gemida no grito de miséria

Miséria? Não serás tu rica?

Acaso não abunda em tuas entranhas cobiçados recursos

A quem te disputam despudoradamente

Despertai oh africa!

Pela vontade dos teus filhos em torná-la respeitável

E as guerras? Não estaremos nós mesmos a martirizar-te?

Preferindo uns, morrer no silêncio do mar mediterrâneo

Acaso não terá a cobardia se apoderado deles?

E que julgam eles ganhar distante do verde da natureza

E que julgam eles ganhar distantes dos nossos rios abundantes em alimentos

Despertai oh africa!

Na consciência dos teus próprios filhos

Na determinante vontade em construir um futuro

Um futuro estimulado pela convivência na diferença

Sem mágoas nem rancores

Despertai oh Africa!

Do teu sono embriagado pela dor

Da dor incompreensível pela ganância de uns sobre os outros

E os outros acobardados pelo medo

E fogem algures

Algures e sem quaisquer temores do incerto

Vindes reconstruir a tua própria africa

com a imaginação do prazer que sentes lá fora.

Por: Jonas Nazareth

 

A nova ordem mundial e seu descrédito.

52* A nova ordem mundial e seu descrédito.

Após a tomada de consciência do homem pelas suas capacidades psicomotoras, a dialéctica da guerra, foi efectivamente, o passo seguinte. E nisto, a supremacia dos mais fortes sobre os mais fracos, num puro exercício de subordinação e proveitos das mãos de obra escrava. Impérios e dinastias assim o fizeram, actualmente, os contextos e critérios, acabaram por ser alterados, e da caducidade dos impérios e dinastias, nasceram os estados. Mas ambiguidade do animal-homem, assim o incitou em acarretar dois ossos, numa pura demonstração de inteligência, nada comparada com a do animal-cão. Afinal, um cão é sempre um cão, e basta-lhe a obediência para com seu dono. Mas entre animais racionais, o coeficiente de inteligência são sobremaneira equiparáveis, dependendo da vontade e empenho de cada um, para que os níveis atinjam o mesmo limite, em relação ao animal-homem. E eis que, o exercício de supremacia, não é, nem nunca será, comodatária para quem a exerce. Tal os casos anteriores, como a Grécia antiga, o império Romano, a dinastia faraónica, que tiveram um fim. Os americanos (USA) também por ai, haverão de passar, para a passagem de testemunho, (ainda que, o exercício venha a ser musculado). No caso, e ainda que não for a Coreia do norte, apesar de seriamente engajada em ensaios nucleares, mas este finca-pé aos americanos, poderá obviamente, despertar outros rebeldes, dispostos em depor a supremacia dos americanos. E não será o caso da velha Europa, com a pretensão deste exercício de supremacia.

Crónica de; Jonas Nazareth

*Complexos de africanidade nos africanos do Magreb.

51* Complexos de africanidade nos africanos do Magreb.

A África é um continente do futuro, e com muito para mostrar ao mundo. Seu passado retardou sobremaneira o desenvolvimento, a razão, o oportunismo dos outros, ao expropriarem ilicitamente seus recursos naturais e transformarem muitos africanos em escravos noutros continentes. Cruzes! Foram quinhentos tortuosos anos de escravidão em benefício da supremacia dos colonizadores. E com isso, a miséria nos persegue, embora, de menos em menos (louvado seja Deus). Mas para os outros, os nossos azares, amiúde, vêm servindo para lábias jocosas, sobretudo quando muitos africanos, combalidos pela miséria extrema são empurrados para o êxodo, e por onde infelizmente, são literalmente humilhados e vítimas de tratos menos abonatórios. Provavelmente, o grande motivo da região norte do continente, concretamente a região do Magreb, culturalmente árabes, quase auto se excluir da identidade africana. Porque em fóruns continentais, esses mesmos países que compõem a região do Magreb participam dela, mas com muitas reservas, nota-se pela pouca ou insípida intervenção no seio da união africana. Mas os africanos, sejam eles do Magreb ou da região subsaariana não devem sentir vergonha do continente, nem do seu passado, tão pouco do presente, mesmo que ainda espelha grandes focos de miséria extrema e de famina em alguns casos. Porque o futuro do continente, depende irreversivelmente de nós africanos, sejam eles magrebinos ou não, e o sacrifício para erguê-la deve identicamente ser de todos seus integrantes, da mesma maneira como partilham os rios ao trespassar a vizinhança e a devida delicadeza para se evitar descontentamentos. O esforço para o melhoramento das condições sociais do africano devem também, serem debeladas por todos, O orgulho da africanidade germina na diversidade cultural dos povos que compõem o continente e daí o nacionalismo no sentido positivo de cada parcela do território africano, desprovidos de regionalismo, tribalismo ou xenofobia. A complexidade de assumirmos nossa identidade em nada nos ajudará a engrandecer esse rico continente, um gigante adormecido!

Crónica de; Jonas Nazareth