A Cinderella e o oxigénio perdido?!

50* A Cinderella e o oxigénio perdido?!

Era uma vez… minto, aconteceu que o embaixador itinerante: António Luvualo, chamado a comentar sobre a paz em Angola, nas entrelinhas do seu comentário lançou um ‘petardo’, qual sapato perdido no salão nobre do palácio, falou do oxigénio, como se a luta armada contra o colonialismo fosse para reconquistar o tal ar esvoaçante?! Pasme-se! Assim é mais como ‘pilimo’, haka?! Acredite que o próprio PR tem-se sentido desiludido pelos excessos dos seus correligionários, naquela de quererem aparecer, usam e desusam teimosamente a sua imagem com: – arquiteto daqui, arquiteto dacolá, arquiteto kapuete, arquiteto kamundanda! É claro que ele (PR) vê esses elogios como pura bajulação e nunca como um ato para enaltecerem-no, porque ele não lutou sozinho, não trabalha sozinho para Angola, mas sim, todos os intervenientes que direta e indiretamente contribuíram para libertar Angola do jugo colonial, e seu partido, enquanto governo, tudo tem feito para o desenvolvimento do país, apesar das consequentes derrapagens, próprias de quem está com a mãos na massa, e então essa de arquiteto daqui e dacolá, é quê então?

Crónica de; Jonas Nazareth

*…E finalmente haverá alternâncias!?

49*…E finalmente haverá alternâncias!?

Avizinha-se o pleito eleitoral que há-de escrutinar o próximo presidente de Angola. E feitas contas, dizer que precisamos esperar por trinta e oito (38) fatídicos anos para que a alternância do cargo de presidente da república viesse a se efectivar, mas ao não faze-lo antes, o PR explica-nos as suas teorias numa visão política, o porquê da longevidade resumida em trinta e oitos anos de presidência. Portanto, dentre as mil razões evocadas, a da estabilidade, foi a mais referida para a sua permanência!? E contradizendo as mil razões do PR, a oposição e seus (detractores?!?), também dispuseram de mil razões para argumentar que a alternância peca por tardia?! Isto sim, são os ventos da democracia, da pluralidade de opiniões, onde cada um livremente se vê em condições para esfarelar seus argumentos sem quaisquer receios de embargos à moda africana ou ainda de asfixiamento político. E dizer que, as cabeças de listas (alguns), já estão na rua para convencerem a população votante em escolhê-los!? E porque o povo (Angolano), ainda não é demasiado exigente para com as propostas que vão sendo apresentadas pelos candidatos ao cargo máximo da nação, e parece-nos que o figurino não irá alterar radicalmente, daí o nosso cepticismo concernente a extirpação dos principais males que têm permitido a corrupção tornar refém o povo angolano e como consequência o alto custo de vida! E sobre os partidos, é forte provável que umas agremiações políticas que concorrerão ao pleito de Agosto-2017, pela dinâmica do perde e ganha, uns perderão assentos parlamentares e outros os ganharão certamente, e os que desconseguirem eleger deputados, nestes casos, terão e uma vez mais, de refundar ou rebaptizar os referidos partidos com outro nome. E dos colossos, o MPLA apresentou uma nova cabeça de lista para disputar o pleito eleitoral, e o maior partido da oposição, a UNITA, seu líder deixou a entender aos órgãos de comunicação que, caso não ganhe as eleições de Agosto de 2017, não irá concorrer para sua própria sucessão no seio do seu partido, logo, antevê-se também alternância neste partido, o que permitiria um outro quadro do partido, em continuar com a árdua missão de se tornarem governo (por via do voto) e deixarem provisoriamente o lugar de oposição. Enquanto isto, na histórica FNLA, Lucas N’gonda não desarma, em detrimento do seu próprio partido que aos poucos tende a atingir o zero, ante o naufrágio prematuro de N’gola Kabango?! E o PRS, tudo indica que o senhor Eduardo Kuangana não cederá seu lugar em favor de uma outra cabeça pensante adstrita ao seu partido, e pouco lhe importa (?!) se o tribunal os venha a dissolver por imperativos da própria lei, esta, antes lavrada na casa das leis (assembleia nacional) e promulgada pelo PR?! Isto é Angola! E que venham as eleições!

Crónica de; Jonas Nazareth

*Ingerência ou inerência?

48* Ingerência ou inerência?

Os piratas do século XXI, lá bem no corno de África, qual chifres enfiados em inocente marido? A vítima recente foi um navio carregado de mercadorias pertencentes aos cidadãos indianos na data de (01.04.17) e não foi um acto único este ano, devido aos antecedentes,  porque no dia (13.03.17) os tais piratas já haviam tomado de assalto e com êxitos um navio petroleiro proveniente do Djibuti com destino a Mogadíscio?! A união africana (UA) sempre procurou evitar imiscuir-se nos assuntos da Somália, não pela delicadeza do conflito étnico-tribal que grassa aquele espaço territorial africano, diga-se (no corno de África?) mas sim, pelas limitações financeiras por onde se esbate a autoridade?! E quem por compaixão ou dever humanista ao se predispor em ajudar, eis que algumas vozes menos atentas as circunstâncias classificam-nas de ingerência com fins neocolonialistas? Dá para entender? Pior é assistirmos impávidos aos desmandos de jovens tresloucados já quase sem interesses quaisquer para almejarem a velhice ao arriscarem suas vidas por míseros trocados surripiados aos desacautelados navios, que pela incontornável rota a seguir, se expõem as atribulações dos piratas do século XXI nas vestes de desesperados famintos que emboscam navios estrangeiros ao cruzarem o oceano pacifico, sobretudo naquele espaço limítrofe no corno de África!?

Crónica de: Jonas Nazareth