*Entre ilusões & aparências as crianças morrem.

32* Entre ilusões & aparências as crianças morrem.

Provavelmente no delírio da sua enfermidade e que a consumia sobremaneira, a criança perguntou a sua mãe; – “Mãe, se eu morrer irei ao paraíso?” E sua mãe esforçando-se para conter as lágrimas que acumulavam-se nos olhos, respondeu-lha; – “Não vais morrer, porque hás-de crescer, e hás-de ser presidente de Angola para mudar a mentalidade das pessoas.” E a criança se embalou no sono apesar de fortemente debilitada pelo estado enfermo em que ela se encontrava, satisfeita com a premonição de sua mãe. Mas no dia seguinte, ela não mais acordou, morrera inapelavelmente pela inóspita doença que ceifou-a vida e irremediavelmente o futuro premeditado da sua inconsolável mãe, porque faltou de tudo no momento que a equipa médica interveio para socorrê-la, e porque no mendigar de apoios, ninguém, senão outros pobres e em situações similares, por temor ao criador doaram o pouco que dispunham (insuficiente claro, para o número aterrador de pacientes) e suas súplicas completaram o que não mais tinham para doar! E o hospital pediátrico continua a esperar das sensibilidades da nossa sociedade, sobretudo a dos mais abastados e mais displicentes em gastos supérfluos, para ao menos acudirem o hospital pediátrico das prementes carências com que vem se debatendo, porque efectivamente morre mais de vinte crianças por dia!? Pasmados ficamos, senão mesmo ludibriamos, pela ineficácia de determinados sectores fulcrais e de decisão, pela tardia reação a altura do flagelo! E o fundo soberano, acaso não pode intervir financeiramente? E a AJAPRAZ acaso não pode minimizar as carências? E as elites da sociedade angolana, acaso não podem acudirem o flagelo contribuindo com valores gordos em favor da causa? E os fundos para calamidades, não podem ser utilizados para evitar mais mortes no seio das nossas crianças? Talvez eu esteja a delirar?! Talvez já o tenham feito, sem que apercebêssemos, e as notícias, não são que verborreias com fito de desestabilizar o país, a nossa Angola, o tal país que mais cresce no mundo?! O que só adquire materiais de ponta?!

Crónica de; Jonas Nazareth

*Sudão Sul e a retórica do linchamento étnico.

47* Sudão Sul e a retórica do linchamento étnico.

Ideologias religiosas e culturais incitaram os sudaneses do Sul à enveredar pela luta armada com o fito de se desmembrarem do Sudão enquanto Pátria de todos sudaneses. E por largos anos o sangue jorrou naquela circunscrição geográfica do norte de África. E o norte do Sudão maioritariamente muçulmano viu-se impotente para contrapor-se aos receios das Nações Unidas de discriminação religiosa contra o Sudão do Sul maioritariamente cristão. E a montanha pariu um rato?! Afinal, mais do que receios de eventuais conflitos inter-religiosos dos agora vizinhos do Sudão, a própria mais jovem nação africana vem desencadeando internamente limpezas étnicas, mais por conta do arcaico conceito de tribos ainda mal interpretado por muitos governantes daquele espaço territorial e que julga imperativo dizimar os demais para melhor reinar?! E neste desgoverno de autoridade e de gestão do país, tristemente vai se anunciando a iminência de famina no  seio das populações deslocadas pelo mesmo factor. E já nem sabemos ao certo para que serve o chapéu na cabeça do PR Salva Kirr, tão pouco sabemos que causas coloca os rebeldes agachados sobre o bananal?!

Crónica de; Jonas Nazareth

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Ladeado Por RAS Nguimba Ngola, Dr. Marcolino Moco, eu e o Dr. Pedro Coelho, juntos na União dos Escritores Angolanos a participar da apresentação do compêndio de autores e escritores de autoria do colega Tomas Lima Gavino.

E também junto dos ilustres colegas da escrita, nomeadamente: – KB Gala, João Ricardo, eu e RAS Nguimba Ngola.