Funcionários fantasmas.

Afinal existiam efetivamente 55 mil funcionários fantasmas animados por uma vontade ambígua de arrecadaram dinheiro sem prestarem serviço, corroendo insidiosamente o erário público e prejudicando sobremaneira os contribuintes. E dizer que temos fiscais mais modernos de África, quiçá do mundo, estes com berridas infalíveis e sempre para colocar aos mãos nas pobres das zungueiras que lutam desesperadamente para sustentar seus lares. Bastou o custo do petróleo baixar para a nação entrar em pânico, para se decretar crise e austeridade quando na verdade sempre vivemos sobre os auspícios da crise. Como diz o provérbio popular: – zangam-se as comadres e descobrem-se os segredos! Mas até agora, só sabemos que devido a crise, foi revelado que 55 mil preguiçosos abocanham fraudulentamente dinheiro sem quaisquer esforços. Decerto que alguém os colocou em posição privilegiada. Quem, no caso? E como os mais eficazes fiscais do mundo não sabiam? E porque é um caso de polícia, porque ainda não foi instaurado um processo contra as administrações que permitiram esse desfasamento nas contas públicas? E os nossos tribunais continuam a se contentar com julgamentos por roubos de galinhas!? Só vos olho já, quem evita não é burro.