Crimes transaccionais organizados e o plano-B da África?!

Com sérios problemas de cumprimento de seus projectos de desenvolvimento económico no continente, vemo-nos ainda confrontados com crimes transaccionais organizados, e porque o assunto é rigorosamente perigoso, não nos podemos imiscuir de combate-lo. E como dizia um sabichão: – Para grandes males grandes remédios?! E não é que mal conseguimos desenrascar o de tal grande remédio? Um plano-B? Qual seria? Acaso existe por aí algum ‘feiticeiro’ (um n`gapa, xiranga…) que nos pode dar uma pista? Nada, para tudo, nada!? Só conversa para nos encorajarmos, e diga-se em abono da verdade, que já é um estímulo e que ao menos ajuda a fazermos de contas, de que estamos a trabalhar no assunto?! Senão vejamos, e no caso específico de Angola, como poderá um simples funcionário público e a auferir o salário mínimo, resistir a corrupção se o incremento salarial virou ‘crime’ falar dele? Como as nossas instituições (diga-se seus funcionários) denunciar uma tentativa de ilegalidade, diante de uma boa comissão para os calar a boca? Precisamos antes, dignificar o homem, aquele que se levanta cedo para ganhar a vida, aquele que, com uma única fonte de rendimento, tem que educar filhos, alimenta-los e vesti-los, no mesmo salário que não cobre grandemente seus gastos?! Temos que combater sim estes crimes, como os casos de branqueamento de capitais, extorsão, crimes informáticos, rastreamentos de financiamentos de actos contra um estado democrático e de direito. Mas com a devida preparação, que passa pelo homem, porque tal como enfatiza o velho adágio popular: – saco vazio não fica de pé!!!

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