24* Erros & Omissões e os 1% em nome da crise.

24* Erros & Omissões e os 1% em nome da crise.

Em tempos das vacas gordas os sindicatos em defesa dos direitos do pacato cidadão, de tudo fizeram para regular os salários para que fossem adequadas a nossa realidade. Debalde, o governo fez vistas grossas a esse imperativo. Mas é todo sabido que o cidadão no final de cada mês acaba sempre por gastar mais em relação ao salário que aufere, influenciando os cidadãos a se desenrascarem, umas vezes por vias ilícitas para colmatarem os desfasamentos ao longo dos seus gastos. Em alguns pronunciamentos públicos, as autoridades máximas do país já reconheceram que o cidadão mal depende do seu próprio salário, mas pouco ou nada fazem para estabelecerem o equilíbrio. E salta-nos a seguinte curiosidade – Como pode um cidadão resistir a corrupção e afins diante de uma situação em que se vê obrigado a utilizar três candongueiros (porque estes são os mais rápidos) para chegar ao serviço, e outros três, de regresso a sua casa? É mais do que evidente assistirmos a inúmeros crimes a mão armada, roubos planificados em bancos, e ainda, a concupiscência de certas jovens que nos seus desenrasca tem no corpo o produto para venda. E como se as coisas ainda não estão penosamente mal, eis que nos anunciam a arrecadação de 1% por qualquer operação bancária?! Pasme-se! As tantas já nem sabemos quem quer o bem ao povo ou quem os asfixia ainda mais?! E neste incerteza o ilícito vai se tornando cada vez mais facultativo?! Pois saibam que, se pretendem o melhor para o povo, têm que realmente reavaliar os salários em conformidade com os custos de vida, e quem tem que suster gastos, são os próprios governantes e não o povo, porque estes, já se conformaram com a sardinha e água da torneira à mesa.

Crónica de; Jonas Nazareth