22* Entre amores e ódios, Angola se espera.

22* Entre amores e ódios, Angola se espera.

Nos últimos tempos temos assistido ao mediático caso dos revús acusados de tentativas de destituição do presidente da república?! E saltou-nos à vista o cuidado do juiz presidente que está a julgar o caso, de se predispor (diga-se passagem), de ler passagens do livro de Gene Sharp intitulado como “da ditadura a democracia” escritos que provavelmente os réus terão se influenciado para o efeito. E segundo as acusações, o mesmo livro comporta teorias, que serviria como guia prático para as acções de que os mesmos são acusados?! Sabe lá ele, porque motivação terá assim agido para reforçar as acusações contra os conhecidos 15+2, quando o sensato seria liberta-los por falta de consistência nas matérias incriminatórias, até porque, das vezes que os mesmos revús tentaram promover manifestações de protestos, não lograram resposta massiva da população para perigarem a estabilidade de que se apregoa, o que nos leva a admitir, que os revús encarcerados sempre estiverem sob estrito controle. Outra síntese de destaque, é a corrida para a liderança da UNITA, por sinal o maior partido da oposição, que se vem pautando por nota excelente, sobretudo pela postura do seu presidente, que em fim de mandato e num verdadeiro exercício democrático, remeteu o poder a assembleia do partido, para assim permitir aos outros dois concorrentes a possibilidade de esgrimirem seus argumentos aos partidários em igualdade de circunstancias, inclusive houve um debate televisivo coberto pela TV-zimbo de Angola, na qual, todos os três candidatos debateram sobre os projetos para dirigir o partido da UNITA. E tudo na base de harmonia, sem quaisquer radicalismos ou ameaças de saneamento politico. Mas não se pode dizer o mesmo do partido MPLA, talvez por conjunturas especificas é que ainda não se vislumbra para breve algo semelhante, porque até então, ninguém ousou colocar sua candidatura para concorrer com o atual líder do partido, que por sinal é também o chefe supremo da republica de Angola, e neste imbróglio de funções e competências, obviamente, que há descompensações para quem não faz parte da agremiação politica no poder, (ou talvez ser o grande motivo de tanta popularidade?!), sabe-se lá se por hipocrisia ou idolatria que muitos abandonam seus respectivos partidos para se juntarem a causa do MPLA, mas isso são contas de um outro rosário! E quem se coloca a jeito deste cenário é o Sr. Eduardo Kuangana presidente do PRS, que pensa convocar eleições no seu partido, provavelmente para adequar suas conveniências ao atual contexto de eleições partidárias com as devidas regularidades, porque de federalismo de que muito apregoava, já era!

Autor da crónica; Jonas Nazareth