19*Baldas e kandandos para inglês ver…

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Em Angola requer-se uma democracia de concreto, sobretudo nos partidos políticos,  por ser o elo com maiores riscos ou tendências de intolerâncias, quanto as outras áreas nos parece estarem no caminho certo, tal e o caso das agremiações desportivas e mesmo culturais, pese embora ainda alguns resquícios de manobras não democráticas, vai havendo nestas, as almejadas alternâncias de pendor democrático.  E diga-se em abono da verdade,  que os partidos da oposição não espelham exemplos para dar aulas de moral ao partido actualmente no poder.  Tal é o imbróglio que a FNLA se encurralou, e a viver uma fracção sem precedentes,  com os dois pólos negativos, impotentes para produzirem energias positivas para insuflar o histórico partido para uma posição mais condigna.  E pelo mesmo diapasão também nos parece o partido PRS estar a navegar. Tudo porque o seu líder ao fundar o partido, nele não se espelha sinais de alternâncias para insuflar seu partido a um prestígio reconhecidamente democrático, mais pela sua perpetuidade na liderança e a propiciar um êxodo de seus melhores quadros para outras denominações políticas. Quanto ao maior partido da oposição, a UNITA, se apresenta menos contencioso, mas algo polémica, quando o assunto é alternância. De pedra e cal, o PR da UNITA vem demonstrando não estar interessado em dar lições de democracia, e já se comenta em atrasos ou total indiferença (conforme os estatutos) do seu PR para a convocação de eleições partidárias, colocando em causa a credibilidade que o povo lhes concedeu.  Também os partidos sem assentos parlamentares não abstêm de uma luta encarniçada e com bruxedos e pragas a mistura,  quando se trata de ascender ao cadeirão partidário.  Em suma, os angolanos muito gostam de clamar por estabilidade quando estão nos comandos partidários ou afins.  Qual alternância partidária, afinal o poder é doce!!!

Crónica escrita por; Jonas Nazareth