17* O TPI e os insurgentes.

17* O TPI e os insurgentes.

Numa visão totalitária e parcial, diriam os insurgentes que o tribunal internacional,  não passa de um instrumento para banalizar os países subdesenvolvidos, sobretudo da África. Mas vale dizer que, os africanos são os que mais desrespeitam os direitos humanos, propiciando o êxodo emigratório de muitos para países onde julgam encontrar melhores condições de vida e de liberdade de expressão, e tudo devido ao oportunismo de alguns políticos e de grupos restritos com o fito de espoliarem a bel-prazer recursos valiosos da terra para satisfazerem interesses pessoais,  o que certa maneira, resulta na inoperância da governação para o beneficio do povo. Não e mero acaso observarmos desolados, travessias suicidas no mar mediterrâneo para se fugir as injustiças e barbaridades nos seus próprios países. O TPI surge como uma ferramenta para disciplinar alguns desmandos um pouco por todo o lado no mundo, aparte outras injustiças de fórum judicial que bem poderia colocar George W Bush e Tony Blair pela copiosa desestabilização de países com uma realidade nada similar as democracias europeias e americanas.  Mas como africanos nos regozijamos pela decisão corajosa do TPI ao emitir mandatos de captura a alguns líderes africanos, tal o caso de PR Charles Taylor da Libéria, Laurent Gbabo da Costa do Marfim e só para citar uns. No caso Omar Al-Bachir do Sudão, diga-se de passagem que tem se saído bem ate então, mais pela incoerência de um núcleo de líderes africanos ao se recusarem extradita-lo. Mas quem não deve, não teme, e foi nesta perspectiva que o actual PR do Kenya Uruhru Kenyata no exercício das suas funções,   ao ser notificado pelo TPI, deu um grande exemplo de inocência ao se fazer presente e ser ilibado contra as acusações que pesavam sobre ele.  Outros casos ainda mais horrendos, como o da bósnia na qual e finalmente Radovan Karadzic ex. Presidente da Bósnia, este acabou preso e responde pelas penas que lhes são imputadas, como genocídio e crimes de guerra. Portanto, caros senhores vitalícios,  não se fiem no aparente populismo, as surpresas podem bem acontecer.

Crónica de; Jonas Nazareth