O dia da África assinalada por um patente esquecimento

No dia 25 de Maio do mês corrente, assinalou-se o dia da África, sem que muitos de nós se apercebêssemos da efeméride!  E diga-se de passagem que tal omissão, e resultado dos principais governantes africanos, denegrirem pura e simplesmente a data. Quando o certo, seria promover eventos desportivos e culturais para enaltecer o continente, ainda visivelmente fragilizado com reincidentes exercícios ditatoriais por vezes respondidos com guerras civis devastadores e que em nada suscita o desenvolvimento que se pretende para o continente. Não é democrático ver a figura proeminente de um estado, decidir por ele mesmo, alterar a constituição para se permitir prorrogar um outro mandato, sabendo que a constituição em vigor, não permite o PR concorrer para a sua própria sucessão num terceiro e inexistente mandato?! E tão pouco, não é admissível nos nossos dias de hoje criar-se grupos armados como forma de combater as ditaduras, pois o exercício democrático é uma ferramenta de cariz pacífico e assente no apoio do povo. Pois a consequência deste imbróglio acaba por despertar nas vítimas que são o povo, outras alternativas, ainda que estas se revelam algo suicidas?! Como tem sido o caso de muitos africanos que acabam por assumir sérios riscos de perderem a própria vida, para alcançarem a Europa,  pese embora, também muitos o fazem, numa pura demonstração de preguiça e o sonho do tudo fácil?! É assim que, muitos fugitivos optam por meios pelo de transportação sem as mínimas condições de segurança, enfrentando as artimanhas do mar mediterrâneo, este impiedoso na maneira como vai ceifando vidas em números aterrorizantes.  Mas tudo isto, não tem inibido uns tantos governantes de prosseguirem com seus caprichos de poder absoluto, havendo dentre outros exemplos,  um que nos salta a vista, tal a autoridade de puro absolutismo do atual PR do Burundi que vai fazendo vista grossa o caos que se instalou no seu país como forma de protesto a sua maliciosa intenção de alterar a constituição para se perpetuar no poder.  Não sendo o único em África a fazer semelhante alteração, só nos resta mesmo desejar um África Oyé!???

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