A Páscoa e as intolerâncias réprobas.

Angola é uma sociedade ainda jovem, e justamente por isto, que ainda peca nas questões delicadas, tais como, a convivência pluricultural.  É de todo sabido que alguns naturais de Angola, por direito a sua liberdade de escolha, optaram por abraçar outros credos religiosos, dentre outras, alguns abraçaram e com todo direito, a religião islâmica, paradoxalmente, o contexto global actual, algumas vozes remetem o Islão, na condição de uma religião terrorista? Daí que, entre interpretações e ignorância, os fiéis muçulmanos acabam por serem vítimas de comentários menos abonatórios. E dizer que muitos deles apenas procuram paz de espírito não se importando que a religião seja a islâmica ou budista. E são discriminados pela maioria cristã, alegando estes, que o islamismo lesa sobremaneira a nossa cultura?! Contrariando, neste caso, os princípios da laicidade.  Mas justo também será aferir que, muitos fiéis que professam a religião islâmica em Angola, absorvem mal os princípios levados a cabo pelos outros credos religiosos, acusando-os de profanos e de cultos nada em conformidade a lei divina?! Sobretudo, quando os cristão observam seus dias santos ou festivos, tais os casos da pascoa, natal e só para citar alguns. Assunto que alguns fies islâmicos apesar de representarem as minorias, reagem com uma radicalidade medonha, e nem levam em consideração os mesmos princípios de laicidade de que reivindicam para verem legalizada o Islão em Angola, propiciando conflitos de interpretação religiosa que gera desconfiança e rivalidade, que leva alguns lesados cristãos a caprichos pessoal no uso das suas funções publicas interferindo negativamente nas decisões de legalização ou não da religião islâmica. Essa mesma intolerância observa-se na política e podemos tirar como exemplo a gestão do canal estatal da TPA que demonstra a olhos nu, patente dualidade de critérios. Pois diga-se em abono da verdade, que o partido do MPLA enquanto governo, diariamente nos programas noticiosos consome cerca de 25% de antena em conteúdos promocionais puramente partidários,  e de quando em vez, uma o outra frase de um opositor (selectivamente talhada) a elogiar algum trabalho do governo (infelizmente os jornalistas estatais vêem-se obrigados a seguirem essa dialéctica). Acreditamos no entanto que, o maior partido da oposição, ou seja, a UNITA, não faria diferente?! E nem soubemos ao certo, quantos comboios ainda teríamos que puxar com os dentes?! E para terminar, credito que os nossos sociólogos e psicólogos nas suas lisuras profissionais,  têm noção do quão distante ainda vamos, em termos de aceitação do que o nosso semelhante nos apresenta. E neste diapasão,  faço recurso a um adágio popular; – “Quem manda, que mande! os restantes que cumpram!”  Qual varinha mágica para ungir a sociedade de elementos fundamentais para convivência e aceitação das diferenças dos outros!!!

bem-e-o-mal

O apagão no sinal da tpa-2 na diáspora

Com o sentido de pátria, muitos de nós vivemos na diáspora, mas com a nostalgia da nossa querida Angola e do recorrente desejo de lá ir sempre que uma oportunidade se espreita-nos, mas enquanto ficamos pelo mero desejo, os programas da nossa TPA-2 internacional vai nos ajudando a desfrutar de imagens da banda, e degustámo-nos a olho nu o “modus viventi” da nossa gente. Na grelha do nosso canal da TPA, passa o que passa, dentre desporto, cultura e politica, diante da tela ficamos só já a lhes ver! Os nossos palancas no futebol e o sempre quase (por apurar-se ou ganhar), até já ninguém os acredita, mas quanto aos nossos palancas do basquetebol, estes nunca nos deixam ficar mal, sempre a salvarem a nossa honra nos desportos de Angola com êne títulos continental. Na mesma peugada, as senhoras do nosso andebol, também já conseguiram se afirmar no continente, e agora é só alegrias! A cultura, aos poucos os jovens, têm feito de tudo para atingirem outros patamares e com eles, nossos estilos musicais e dançantes. Para trás ficou a dificuldade que os nossos kotas enfrentaram para exportarem a nossa música, ou seja o nosso semba, devido a ideologias politicas, sobretudo o sistema mono-partidarismo que se vivia na época e que os inviabilizou para voos mais altos. E hoje conformados com as tropelias do passado, vão agora se adaptando a dinâmica do mercado actual com alguns shows no interior de Angola. E quando menos esperávamos, fomos bruscamente interrompidos de acompanharmos o nosso canal angolano na diáspora, devido ao apagão que o canal sofreu na grelha dos canais no estrangeiro, ou seja, ficamos sem o sinal. Situação que veio dar azo a conjecturas de toda sorte. O certo é que, quem manda na coisa (não se deu a veleidade de nos clarificar, o que de facto se estava a passar?), remeteu-se (pensamos nós) a um silencio sepulcral, próprio de quem não quer falar a verdade e para não mentir se reserva no seu silêncio?! E assim, vamos perdendo dentre alguns programas educativos, de lazer e informativo, porque ninguém sabe ao certo, o que se terá passado?! Fontes não credíveis vieram a terreiro avançar que, deveu-se a dívidas contraídas com o proprietário do satélite que permite o sinal para fora, e terá acumulado dívidas em demasia, que obrigou a radical (senão lógica) decisão dos proprietários. Ficamos assim privados de seguir com a expectativa que o enredo da novela angolana “jukulomesso” nos proporcionava, saltando-nos a vista uma passagem do beijo gay (embora simulada), mas que veio a abalar profundamente as boas maneiras de que sempre apregoamos da nossa sociedade considerada conservadora (?) Para muitos telespectadores e assíduos da mesma novela angolana, antes a interpretação do ladrão e seus roubos qualificados, que um beijo gay. O que deixa a entender que, os angolanos são mais perdulários ao roubo, que ao sodomismo?! Mas ambos os casos, e segundo as escrituras sagradas, são considerados pecado, sem menos nem mais gravidade para cada um. E realisticamente, o roubo, ou assaltos em Angola, vem aumentando estrondosamente, levando os cidadãos a uma insegurança sem precedentes! Até porque muitos dos casos, terminam em infaústos, dado a brutalidade dos ladrões diante das suas vítimas, e o relega os pacatos cidadãos a uma vulnerabilidade extrema. Apelamos a nossa polícia e os órgãos de segurança nacional a uma resposta proporcional a este flagelo, para punir severamente os fora da lei.

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