A sapiência de Portugal em saber lidar com as diferenças.

Portugal e um país com uma democracia suficientemente madura, e que lhe permite não perigar o exercício da liberdade das minorias, mesmo no caso destas mesmas minorias serem vistas certa reserva pelas características que as mesmas apresentam. Dentre algumas, eis o exemplo da comunidade muçulmana que professam o Islão como religião, ao não se deixar levar pelas leviandades de interpretação de muitos detractores do Islão, que não fazem senão sujar a todos, acusando-os literalmente de terroristas e bombistas, o que não corresponde com a verdade, pese embora, alguns dos terroristas ou bombistas serem de proveniência de facções e seitas tendo como fonte o Islão.  E assim, Portugal tem sabido conciliar separando o trigo do joio, procurando tranquilizar estas minorias para que juntos possam viver em paz e harmonia. Posicionamento que passamos a considerar de amor ao próximo e solidariedade para com os seus semelhantes. Portugal viu alguns de seus filhos aderirem ao estado islâmico,  e com profunda dor, os vê retornarem (estes fugidios das zonas ocupadas pelo EI), com elevada ponderabilidade. Permitiu algumas reportagens televisivas,  nas quais, muçulmanos portugueses e estrangeiros tiveram a oportunidade de se esclarecerem sobre o fenómeno radical que vem dizimando vítimas inocentes um pouco por todo lado onde as milícias do estado islâmico controla,  e degolando-os de forma tão abominável. Neste exercício de sapiência, Portugal demonstrou que, é um país laico, democrático e de direito, em que cada um encontra a sua oportunidade para se exprimir e professar seus ideais, em conformidade com os princípios sociais de um Estado Soberano. Ao contrário de Angola e sua segregação contra muçulmanos, com políticas agressivas e descabidas, ignorando a laicidade de que a constituição faz menção, inviabilizando a legalidade do culto islâmico em seu território com habilidades enganosas, próprio de pessoas que mal dominam o conceito da diferença?! Pressuposto que vem incitando a estas mesmas minorias, inculcando-os certa desconfiança ao mesmo tempo que ódio infundado. Partir mesquitas, e se escarnecer do culto de outras congregações religiosas, nunca foi um mandamento de Deus, mas sim, sinonimo de ignorância, e arrogância,  de quem não acompanha as transformações do planeta e suas reviravoltas. Quem não sabe conviver com as diferenças de seus próximos, jamais ganhará a solidariedade de observadores imparciais.

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