O vendaval de poeira e seus imprevistos…

Em plena época de frio, e contra todas as expetativas, eis que subitamente a cidade foi engolida por um vendaval de poeira.
Mal víamos o quer que fosse a uma distância de cinco metros. Pasme-se! Vivia eu agora uma realidade que apenas ouvia falar sobre o deserto do Sahara e seus mistérios?! E como o banho de poeira dava indicações que não se retiraria tão cedo, acabamos por adiar outros lazeres, sobretudo a partida de futebol que nos oporia com a comunidade somali. E vim a saber mais tarde, que os somalis, e porque são de uma piedade angelical (passe a expressão), eles não são de grandes afinidades com os desportos (talvez pela crise institucional por lá instalada?) E se refugiam no afecto conjugal para esquecerem a situação que a Somália vive actualmente? Há quem diz que, é mais fácil vê-los a observarem a poligamia, que praticarem desportos?! E sendo eles exímios devotados, provavelmente terão eles acatado em demasia a máxima divina, que diz; – “Crescei e multiplicai-vos” Daí que, deduzi logo, que os mesmos continuam seriamente imbuídos na reprodução, pese embora a superlotação a que o universo se encontra, e as limitações que doravante deveremos seguir as riscas. A China é um caso concreto de limitação oficiosa. Quanto a África, sem quaisquer limitações oficial, as pessoas, de mais em mais, vão procriando cada vez menos. Antes um casal poderia atingir a chapa dez, nos anos oitenta passaram a sete filhos por casal, já nos noventa ter cinco já era razoável. Com a viragem do milénio, e porque a superpopulação vem atirando cada vez mais pessoas para o desemprego, as probabilidades de natalidade reduziu-se drasticamente. E assim vai o nosso universo, mesmo com a omissão dos somalis a respeito da procriação, outros povos vão tomando consciência que nestes tempos não convém atingir a chapa dez!!!

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A sapiência de Portugal em saber lidar com as diferenças.

Portugal e um país com uma democracia suficientemente madura, e que lhe permite não perigar o exercício da liberdade das minorias, mesmo no caso destas mesmas minorias serem vistas certa reserva pelas características que as mesmas apresentam. Dentre algumas, eis o exemplo da comunidade muçulmana que professam o Islão como religião, ao não se deixar levar pelas leviandades de interpretação de muitos detractores do Islão, que não fazem senão sujar a todos, acusando-os literalmente de terroristas e bombistas, o que não corresponde com a verdade, pese embora, alguns dos terroristas ou bombistas serem de proveniência de facções e seitas tendo como fonte o Islão.  E assim, Portugal tem sabido conciliar separando o trigo do joio, procurando tranquilizar estas minorias para que juntos possam viver em paz e harmonia. Posicionamento que passamos a considerar de amor ao próximo e solidariedade para com os seus semelhantes. Portugal viu alguns de seus filhos aderirem ao estado islâmico,  e com profunda dor, os vê retornarem (estes fugidios das zonas ocupadas pelo EI), com elevada ponderabilidade. Permitiu algumas reportagens televisivas,  nas quais, muçulmanos portugueses e estrangeiros tiveram a oportunidade de se esclarecerem sobre o fenómeno radical que vem dizimando vítimas inocentes um pouco por todo lado onde as milícias do estado islâmico controla,  e degolando-os de forma tão abominável. Neste exercício de sapiência, Portugal demonstrou que, é um país laico, democrático e de direito, em que cada um encontra a sua oportunidade para se exprimir e professar seus ideais, em conformidade com os princípios sociais de um Estado Soberano. Ao contrário de Angola e sua segregação contra muçulmanos, com políticas agressivas e descabidas, ignorando a laicidade de que a constituição faz menção, inviabilizando a legalidade do culto islâmico em seu território com habilidades enganosas, próprio de pessoas que mal dominam o conceito da diferença?! Pressuposto que vem incitando a estas mesmas minorias, inculcando-os certa desconfiança ao mesmo tempo que ódio infundado. Partir mesquitas, e se escarnecer do culto de outras congregações religiosas, nunca foi um mandamento de Deus, mas sim, sinonimo de ignorância, e arrogância,  de quem não acompanha as transformações do planeta e suas reviravoltas. Quem não sabe conviver com as diferenças de seus próximos, jamais ganhará a solidariedade de observadores imparciais.

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