Ainda sobre os fantasmas da primavera árabe.

Já é costume, reunirmo-nos entre amigos aos domingos para uma partida de futebol, para compensar nosso organismo da falta de matutino diário. Infelizmente, e por mera coincidência, este domingo, veio justamente calhar no dia 25 de Janeiro data que marca o dia que os Egípcios saíram à rua manifestar-se, exigindo a deposição de Hosny Mubarak no poder (este que esteve no poder há cerca de três décadas). A cidade e sobretudo os estrangeiros residentes no Cairo, acordaram com receios de manifestações contundentes, em que as arruaças em alguns casos, também lesam estrangeiros. Numa altura em que encarcerados se encontram dois ex. presidentes?! E isto mesmo, dois presidentes, tudo porque, depois da destituição por via da manifestação Hosny Mubarak antigo presidente, foi constituído arguido. E que sucederam a eleições presidenciais para se apurar o novo presidente pôs revolução da primavera árabe, e este veio a consagrar o concorrente apoiado pelo partido da irmandade muçulmana Mohamed Mursy, que por ironia do destino, este mesmo, não veio a fazer melhor, acabando mesmo destituído nas mesmas condições que seu antecessor, mas que no entanto, seu partido (irmandade muçulmana), inconformado, decide optar por sabotagens selectivas, colocando bombas aqui e acolá, numa pura demonstração de força para reaver o poder perdido para os militares. O certo é que veio a acontecer e mais uma vez eleição presidencial, desta feita, ganha pelo general Sisy, paradoxalmente, este que havia com brio destituído seu antecessor?! Pasme-se! Mas afinal vou percebendo melhor, o quanto custa a liberdade democrática, e que sacrifícios que os artificies da política por vezes têm que passar. Mas esta de bombas nunca foi o forte dos africanos, estes que, apesar dos pesares, são apegados a vida de forma ferrenha, e em alguns casos, a despeito do exercício democrático?!

 

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Superstições, sortilégios e aculturação.

Cada povo a sua cultura, pese embora, alguns hábitos serem que produto de alienação por consequência das circunstâncias.
O percurso histórico do país, nos mostra que, no período pôs-independência, houve uma adesão massiva em práticas ‘kimbandistas’ por certa ignorância que nos caracterizava,
e secção de cultos especiais ou consultas aos videntes ia se tornando comum para muitos, estes sempre em busca de conceitos ilusórios mas que os mantinha no fio da esperança, e que podia ser uma simples protecção, ou ainda, sonhos cor de rosas?! E diga-se de passagem, que tudo isto, se deveu ao escape do dogma marxismo-leninismo.
E fartos do impossível, que nem os kimbandas ou tão pouco o marxismo-leninismo, não os propiciava. Eis que, as igrejas ressurgiram e consequentemente as fações ou cisões,
numa desenfreada luta para converterem o máximo de aderentes amas das quais, lideradas por finórios com vocação para o extorque. mas a fé não tem preço, ele é cega.
E separar o trigo do joio, nunca foi o forte dos menos destros! Mas de kimbandismo para crente religioso, deve-se admitir que, efectivamente houve uma evolução realçável!
pese embora reinar ainda algumas crendices desestabilizadoras. Tal como a mentalidade retrógrada de muitos africanos, julgarem que, o sucesso de um africano,
apenas é conseguida por mecanismos ‘feiticistas’, acusando desmesuradamente  seus craques e ídolos, de praticantes de cultos especiais para lograrem êxitos!
Frases comum deste péssimo hábito tais como; – Esse aí, já foi buscar ‘pemba’, ou ainda; – A ‘pemba’ do gajo acabou! Acontece que, estas piadas ou chalaças, apenas servem para desencorajarem ao invés de encorajarem, e acossados por acusações do género, alguns acabam retraídos e que os impede de desbobinarem todo seu talento por um cometimento de má fé.
E já em final de carreira, tal o péssimo augúrio com que se deixou cair, começa a se vitimar, admitindo que; – Estou a ser maíngado (perseguido). Open your mind assole!!!

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