As vias rodoviárias, as viaturas e o burro (lê-se; – Asno)

Cairo uma cidade metropolitana e de uma arquitectura invejável, sobejamente popular pelo seu património indiscutível, seu passado faraónico e suas pirâmides, estas sempre solícitas aos turistas provenientes de todos os cantos do mundo, porém, longe de proporcionarem aos gestores públicos (diga-se; – o governo), atitudes drásticas, como por exemplo, limitações aos cidadãos de seus direitos e deveres, em matérias rodoviária, todo o turista que por lá visita, leva em consideração, a dignidade dos menos abastados, que por limitações financeiras, têm na carroça acarretada por burros, seu meio de subsistência. Qual imagem platónica para inglês ver? Ao carroceiro não lhe são suprimidas o direito de fazer o uso das vias para ganhar seu sustento, estando elas engarrafadas ou não, e nada de serem molestados com multas ou outros critérios anónimos, até porque os agentes reguladores, sendo eles também filhos da terra, conhecem a pobreza extrema de muitas famílias, e são solidários em matéria de permissibilidade de algumas situações constrangedoras, a saber que a fome de qualquer conterrâneo fala mais alto do que qualquer capricho de cidade imaculada!? E ai daquele policial que ousar interpelar o pacato cidadão com justificações artísticas?! Saibam que aqui nas terras faraónicas a justiça é cega para todos (e como exemplo, temos os dois ex-presidentes que se encontram a cumprirem penas efectivas). Assim que, a lei sanciona os agentes que prevaricam contra os cidadãos, podendo a mesma, ser passível de ressarcimento ao lesado, ou no pior dos casos, a expulsão da corporação. E aqui o paradoxo se faz, sobre as agruras a que vêem-se submetidas as nossas zungueiras, mesmo sabendo que Luanda ainda não é uma cidade turística, a menos que esteja (diga-se de passagem), a ser observada por outras galáxias, talvez seria o verdadeiro motivo para tanta esfrega contra mulheres, estas, na desesperada luta pelo seu ganha pão, (aqui em termos de opinião dos que concordam e discordam, me parece haver um equilíbrio entre os dois pólos, daí que, a prerrogativa dos que gerem a coisa, vinga!). E não deixamos omisso outra controvérsia, a dos carros antigos, que em abono da verdade, confessamos aqui que elas,  são vetadas a entrada (alfandegas portuárias) de qualquer viatura sem os requisitos de luxo!? Ou seja, modelo antiquados e com alguns anos de estrada,  para rua! Sabendo que, maioritariamente a população é pobre, é caso para se dizer, que andamos a ensinar os filhos a roubar.

img_6510