*Circunscrição geográfica, geopolítica e oportunismo.

72* Circunscrição geográfica, geopolítica e oportunismo.

A província de Cabinda é um pedaço de terra, que por razões óbvias, foi desmembrado do resto do território de Angola, pura e simplesmente para permitir que a vizinha república democrática do Congo (RDC), de vir a ser beneficiada de uma singela porção dos líquidos salinos do oceano atlântico, desaguar numa nesga de terra do território congolês de Kinshasa. Por este comprometimento salutar, em reciprocidade ao gesto, uma parcela do sudeste da RDC, como recompensa passou a ser território de Angola. Entre as duas partes mantém-se a lealdade do acordo. No entanto, alguns autóctones da província de Cabinda, em puro compromisso com o oportunismo, pretendem com este histórico desmembramento, reivindicarem a criação de uma nova república?! Pasme-se! Há sempre sobas a pretenderem transformar o ‘sobado’ em monarquia, e assim, usurparem os poderes da república?! Mas estamos atentos a estes exercícios de puro oportunismo, em defesa do conceito de família e nação, historicamente falando! Porém, o direito dos cidadãos e em resposta as limitações que o mar veio impor-lhes, a eles sim, determinadas exigências, fazem todo sentido, a exemplo de um estatuto especial, porque até então, executivo nenhum veio a materializar, a construção de uma ponte que viesse a ligar a província ao resto do país, a semelhança de Lisboa com Setúbal em Portugal. Expedito, o novo executivo sob liderança do PR João Lourenço, anunciou que vai subvencionar os transportes aéreos em 50%, ao mesmo tempo, prometeu para breve, a entrada em funcionamento de transportadoras marítimas para desanuviar ainda mais, as vicissitudes com que passam os nossos conterrâneos do conclave de Angola, por se sentirem algo injustiçados, quando se deslocam da província para outros pontos do país, por inúmeras razões que a eles diz respeito. Precisamos de uma vez por todas, não confundirmos geopolítica com oportunismo, porque o que o povo realmente precisa, é de governantes que pensam por Cabinda, que investem por Cabinda, e desenvolvem Cabinda! E não, um exercício de independência, por mero capricho, a saber que existem aberturas políticas e que permitem a todos interessados, de concorrer para PR de Angola, bastando para isto, formar um partido, a quem o artífice, deve ostentar o nome de PR do seu partido. Assim já num ta bom?!
Crónica de: Jonas Nazareth

 

*A consciência do conceito de liberdade!

71* A consciência do conceito de liberdade!

Filosoficamente diz-se que: – A minha liberdade termina onde começa a do outro! Portanto as sociedades, por sua vez vão se moldando consoante as características melhor aceites pela maioria, um resultado que a chamamos – democracia. Pois bem, em democracia dá-se o privilégio as maiorias, mas este pressuposto ainda é muito mal digerida pelas pequenas elites que foram sendo à revelia, concebidas em África, pois muitas delas, senão todas, saídos das massas (povo), pretenderam também demonstrar ao mundo que a África pode e deve haver elite burguesa, pena não terem feito por ela, ou seja, todas elas foram concebidas com o erário público, e como agravante, furtam-se do compromisso com as leis da fiscalidade, esta que alimenta o PIB. E por mesquinhez, nem sequer investem no próprio solo pátrio, que no mínimo serviria para estimular o desenvolvimento socioeconómico da terra natal?! As mesmas (as tais elites) apegaram-se de tal maneira ao poder e com a específica intenção de lapidação dos recursos do Estado para desaproveita-los em luxúrias mal justificadas, o que em certa medida, condiciona a manutenção do poder ou o propiciar de eleições manipuladas, tornando assim a nação refém aos caprichos de uma minoria. São muitos os países africanos ainda com sérias dificuldades em exercerem um escrutínio público transparente. E como exemplo citamos a, R.D. Congo de Kabila, que deixa-nos entender, que ele não está saber lidar com uma vida de ex-presidente?! Situação esta que prejudica nitidamente toda nação. Daí a questão – será ele um verdadeiro nacionalista? O Zimbabwe não faz excepção, no passado, houve efectivamente da parte do PR Mugabe, políticas latifundiárias algo precipitadas e que culminaram com um embargo inoportuno da união europeia, a consequência tem-se reflectido no povo zimbabueano e vizinhos, a saber que, antes do colapso, o Zimbabwe chegou a ser considerado como o celeiro da África austral?! Na Líbia de Khaddafy, enquanto ele soube escamotear a liberdade com o prover de condições apetecíveis aos seus cidadãos, A Líbia era um país de sonho para muitos africanos, hoje e diga-se em abono da verdade, são escombros e ódio a demarcar-se. O Sudão Sul – um ocaso?! A Somália – Ibidem. É por estas e outros, atiro a minha pergunta ao vento – Que devemos fazer para amarmos a África e torna-la desenvolvida?!

Crónica de: Jonas Nazareth 

*Declaração de bens, o sinal de transparência na governação de Angola.

70* Declaração de bens, o sinal de transparência na governação de Angola.

Dizem os chineses; – “É com o primeiro passo que se vai ao longe!” Angola e a África em geral, ainda demonstram sinais de puro oportunismo e delapidação do erário público em benefício de uma minoria e que recusam serem apelidados de corruptos?! O novo PR de Angola e em claro sinal de mudança, vem dando sinais de pretender efectivamente, corrigir o que está mal e melhorar o que está bem! O sinal de partida foi dado ao elenco governativo, ora empossado, para num período trinta dias, todos eles declararem seus bens, sob pena de serem exonerados por deslealdade para com o povo, o mesmo povo, que uma vez mais e mesmo com o custo de vida do país a nos remeter num vergonhoso segundo lugar, (como o país mais caro do mundo?!). Portanto, e desde já, os nossos economistas, e sem quaisquer distinções de opções partidárias devem e estão convidados a participarem no processo da baixa do custo de vida, de maneira a valorizarmos o nosso kwanza, que dizem em surdina, passou a ser kwanza burro. Sua excelência senhor presidente parece estar determinado em fazer o uso das suas prerrogativas para aproximar-se mais da população e assim criar certa empatia com o povo ao procurar desmembrar-se dos excessos protocolares e de protecção que seu antecessor praticava. E como ainda é muito cedo para entrarmos em avaliações a respeito do nosso novo PR, até porque ele ainda está na fase burocrática de organização das estruturas que passarão a apoiá-lo nessa árdua missão, da nossa parte, merece o benefício da dúvida. No entanto, gostaríamos imenso, vê-lo debater com os líderes da oposição, esgrimir opiniões em debate democrático, para assim podermos almejar uma democracia mais participativa e menos desdenhosa. Termos um PR a falar mais nos órgãos de comunicação social, tomar da palavra para falar sobre o estado da nação, seus projectos e afins para o desenvolvimento sustentável de Angola, e que do nosso lado, enquanto fazedores de opinião, mereceria meticulosa análise das possibilidades exequíveis ou nem tanto?! E resumiríamos o gesto, como sendo sinal de governação mais inclusiva. Ganharíamos todos e honraríamos a nação como um exemplo a seguir pelos demais!

Crónica de: Jonas Nazareth

*Ti Celito e sua simplicidade de invejar!

69* Ti Celito e sua simplicidade de invejar!

Sua excelência Marcelo Rebelo de Sousa, actual Presidente de Portugal a todos vem nos surpreendendo com sua inusitada simplicidade, há ver pelos exemplos de vida em que, vezes sem conta, ele sai do palácio para ir engraxar os sapatos na rua aos olhos de todos e a seguir, uma conversinha daqui, uma selfie dali, um convite dacolá, como nunca vimos antes em Portugal?! Fazer praias, sempre que o tempo lhe concede tal disponibilidade, vemo-los em grandes fimbas (mergulhos) em total descontracção, como um cidadão consciente de seus deveres e obrigações que lhe permitem também desmembrar-se de certo aparato protocolar para exercer seu mandato a sua maneira (by my way). Qual partido afiliado? O homem não quer nada com as acostumadas quezílias partidárias, contrariando alguns presidentes que lhe antecederam no cargo e que no passado foram efetivamente dualistas nos seus critérios, para a satisfação do partido actual no poder (PS) metamorfoseado em gerigonça e com certa criatividade, para fazerem as vacas voarem?! Ti Celito, nunca corroborou com a síndrome da raposa, com hábitos de desdenhar suas incapacidades, mas a passo (Coelho) a passo (Coelho), ele demonstrou ao ex-primeiro ministro (PSD), que voltar novamente a ser primeiro-ministro, só mesmo quando as vacas voarem?! E o Ti Celito, quando pensávamos que sua simplicidade não vingaria em África, pasme-se! O homem voltou a surpreender-nos com a sua simplicidade de fazer inveja, voltou a flutuar em águas angolanas e sem se coibir de aceitar tirar umas selfies com os muitos interessados, também vimo-lo a jogar basquetebol de rua com estudantes!? Ti Celito te amamos, desejamos-te muitos:Hurra,hurra,hurra!
NB: Hurra* (salvas em russo)

Crónica de; Jonas Nazareth

*As eleições em Angola à luz de um contencioso.

67* As eleições em Angola à luz de um contencioso.

Em democracia as divergências existem e servem para estimular o debate político de maneiras a facilitar a população votante na escolha da proposta mais convincente. As campanhas em muito ajudam a cativar o público-alvo. E é por aí, onde as figuras públicas devem ser aproveitadas para atrair os indecisos ou cépticos. Algo que o partido no poder tem feito com reconhecida inteligência, ao contrário dos partidos da oposição, que não têm sabido explorar a popularidade das mesmas. Convém lembrar que as tais figuras públicas, não promovem atos políticos gratuitamente. Há uns tantos a queixarem-se falta de actividades cultural e outros afins, mas que não são tidos nem achados pela oposição e quando fazem para o partido no poder, no caso, o MPLA, ainda são acusados de bajuladores, quando na verdade muitos deles agem como verdadeiros profissionais, ao fazerem campanha a base de um cachet, o resto é conversa fiada! Também devemos dizer em abono da verdade, que a maioria dos analistas políticos que foram convidados para comentarem sobre as diferentes campanhas, não fizeram que prejudicar os partidos da oposição, acusando-os de terem propostas não exequíveis, paradoxalmente, o candidato do partido no poder saiu imaculado, antes porém, só recebeu elogios, quando o certo e no âmbito da transparência, todos os partidos concorrentes deveriam ser criticados e elogiados, exercício que em muito ajudaria os menos abalizados na matéria para melhor separar o trigo do joio! Tal a dualidade de critérios, suscitou desconfianças aos partidos da oposição, levando-os a esbarraram-se em suspeitas, e assim, disparar críticas para todos os lados (até os cegos foram atingidos neste fogo cruzado), tanto mais que ao longo da divulgação dos resultados provisórios, bebeu-se muita água! Houve mesmo contencioso, mas faltaram provas irrefutáveis para a validação da contestação. É imperioso para a nossa democracia, evoluirmos ao reconhecer-se a vitória do nosso adversário político, num puro exercício de humildade para com a população votante que precisa ver para acreditar que votar na oposição não é uma ameaça a estabilidade, sim uma opção para promover o empenho em benefício do povo.

Crónica de: Jonas Nazareth